Wednesday, August 30, 2006

Transamerica

(Transamerica, Estados Unidos, 2005)

Estúdio/Distribuidora: Focus Filmes
Direção e Roteiro: Duncan Tucker
Elenco: Felicity Huffman, Kevin Zegers, Fionnula Flanagan, Graham Greene
Gênero: Drama
Duração: 103 min
A essa altura, todos já devem ter ouvido falar de Transamerica. O filme conta a história de Bree, um transexual que a uma semana de realizar a cirurgia de mudança de sexo descobre ter um filho de 17 anos, fruto da época em que ainda se chamava Stanley. A notoriedade recebida deve-se à polêmica sobre o tema e à atuação de Felicity Huffman (Bree), mais conhecida pelo trabalho premiado na série Desperate Housewives.
Após receber a notícia da existência do filho, Bree é obrigada pela terapeuta a ir buscar o garoto em Nova York e estabelecer uma relação com ele antes de voltar a Los Angeles para a operação. A partir daí, o filme se desenrola num road movie em que, como todos os road movies, as personagem mergulham em uma viagem de mútuo e auto-conhecimento. E também como em todos os road movies, assim como na vida real, a relação pai e filho é delicada. A diferença de Transamerica é que Bree não conta ao rapaz sobre sua condição e sobre o vínculo de sangue, fazendo-se passar por um membro da Igreja do Pai em Potencial. Nome esse bem sugestivo.
Como só agora o filme entrou em cartaz, esperei ansiosamente meses a fio e criei grandes expectativas em torno dele. Confesso que de início tive medo de estar assistindo a uma paródia de Almodóvar, mas logo deixei a desconfiança de lado. Todo o barulho em torno dele e da atuação de Felicity não foi desmesurado. A atriz demonstra absoluto domínio de cena e incrível capacidade de mesclar drama e comédia, já percebida por aqueles que, assim como eu, são fãs da série. O trabalho realizado com a voz e trejeitos sem cair no estereótipo justificam os prêmios recebidos e deveriam ter lhe dado o Oscar de melhor atriz que acabou nas mãos da também competente Reese Witherspoon. Mas não só o desempenho de Felicity é merecedor de aplausos. O elenco é afinado e a trilha sonora, uma atração a parte para os amantes da country music. Destaque para Dolly Parton cantando Travelin'Thru que também recebeu uma indicação ao Oscar de melhor canção original.
Mérito maior têm a direção e o roteiro de Duncan Tucker, que nos permitem mergulhar no drama da protagonista, que por vezes parece não está tão certa quanto à decisão de ir em busca do seu verdadeiro "eu", como na cena em que ouve música. O que ela ainda não sabe e vai descobrir durante a viagem é que, paradoxalmente, a busca pela plenitude de sua alma feminina depende diretamente da aceitação do seu lado masculino, representado aqui pela paternidade.
Um adendo: O slogan do filme em inglês (Life is more than the sum of its parts) resume de melhor forma o espírito do filme do que a adaptação para o português (A vida é uma viagem. Você só tem que escolher um caminho).

Tuesday, August 29, 2006

Enfim, Blog!

Depois de muito matutar a respeito, finalmente criei coragem para publicar minhas idéias na rede. Dessa vez, o blog não será deletado horas depois da primeira postagem. Ao menos, assim, espero. Seja bem-vindo ao mundo das idéias que passam pela minha cabeça. Algumas podem parecer malucas. E são mesmo. Espero que goste. E se não gostar, é só deixar um comentário a respeito. Lembre-se de que esse blog é um espelho das minhas idéias. E que eu consiga aplicar aquele ditado, "postar e coçar é só começar", e este blog permaneça atualizado. Agora, mãos aos posts!