Saturday, October 28, 2006

Muito Gelo e Dois Dedos D'água

(Muito Gelo e Dois Dedos D'água, Brasil, 2006)

Estúdio: Globo Filmes
Distribuição: Buena Vista International
Direção: Daniel Filho
Roteiro: Alexandre Machado e Fernanda Young
Elenco: Mariana Ximenes, Paloma Duarte, Laura Cardoso, Ângelo Paes Leme, Thiago Lacerda, Carla Daniel, Aílton Graça
Gênero: Comédia
Duração: 98 min
Quando vi o cartaz de Muito Gelo e Dois Dedos D'água no Centro Dragão do Mar de Are e Cultura, pensei comigo mesmo: “Vou ver esse filme". O nome criativo e a identidade visual me chamaram a atenção. Quando fiquei sabendo de quem era o roteiro, corri para o cinema mais próximo. Confesso que tive medo de confirmar as críticas negativas que longa vem recebendo, mas não me decepcionei.
A estória começa quando duas irmãs, Roberta e Susana (Mariana Ximenes e Paloma Duarte respectivamente), decidem seqüestrar a avó (Laura Cardoso) para vingar-se das torturas física e psicológica a que eram submetidas em todos os verões quando eram obrigadas pela avó a ir à casa de praia da família. Cada uma mais desregulada que a outra por causa dos traumas de infância, as duas pretendem fazer exatamente o mesmo que a avó fazia no passado. Isso inclui: alisar o cabelo, arrancar o pentelho, tirar as cutículas e passar o dia na praia sob o sol. Sem esquecer do teste de virgindade. Não satisfeitas, elas envolvem na confusão um advogado careta, o marido e a cunhada de Susana e um policial rodoviário.
O argumento e o roteiro fazem jus às cabeças que os bolaram: Alexandre Machado e Fernanda Young, os criadores de Os Normais, Os Aspones e Minha Nada Mole Vida. Percebemos a assinatura do casal em alguns trechos do filme. O "misto quente de cantina", a divisão entre pessoas "que atiravam bolinhas de papel e as que levavam bolinhas de papel" e a cena do restaurante logo no início lembram os tempos de Os Normais. Sem falar nos diálogos carregados de palavrões. Esses e outros momentos dão o ritmo do filme que conta ainda com pitadas de humor negro. Quem em sã consciência brincaria com a morte de um dos maiores ídolos do país? Alexandre Machado e Fernanda Young o fazem ao sugerir que Roberta teria algo a ver com a morte de Ayrton Senna.
No elenco, o trio de protagonistas (Mariana, Paloma e Ângelo Paes Leme) dá um show. Os três mostram que possuem o timing cômico necessário para encarnar personagens criadas pelo casal de roteiristas. Paloma, em especial, está na melhor forma. E não só física. Fator que, aliás, é ressaltado pelos figurinos de Marília Carneiro. Reparem nas cenas em que Susana troca o pneu do carro e em outra quando faz um strip-tease. Paloma atingiu a maturidade passando do drama à comédia em questão de segundos e em cena, mostrou que a globo fez mal em perdê-la Mariana não fica atrás. O mesmo para Laura Cardoso, o que não é nenhuma surpresa. Destaque para a cena em que dopada entoa os versos de Brasil, eu te amo, hino da ditadura militar, e profere palavras de admiração pelo general Emílio Médici. Carla Daniel completa o excelente time feminino à beira de um ataque de nervos com uma ótima participação como a cunhada hipocondríaca de Susana. Aliás, não há uma só personagem nos 98 min de película que não esteja sob uso de entorpecentes. No time masculino, vale ressaltar ainda a cena em que Paes Leme requebra ao som de Sandra Rosa Madalena e outra em que divide com as protagonistas o hit Odara de Caetano Veloso. Vemos aí outro ponto positivo da produção: a tilha sonora comandada por Guto Graça Melo mescla na medida certa sucessos dos anos 80 e músicas contemporâneas como a belíssima Música de Vanessa da Mata. Voltando ao elenco masculino, Aílton Graça decepciona e Thiago Lacerda definitivamente mostra que tem muito a aprender, principalmente quando o assunto é comédia.
O que prejudica o filme, além da atuação de Thiago, é o uso abusivo de animações. Além de trechos do passado retratados por cartoon, o filme utiliza esses efeitos toda vez que a avó recebe uma injeção "sossega leão" das netinhas para indicar seu grau de alucinação, o que é realmente um insulto para Laura. É como se a atriz não fosse capaz de expressar o estado da personagem. Definitivamente os efeitos aí não ajudam. Pelo contrário, atrapalham. E ainda ameaçam tirar a graça do texto. De resto, a sobreposição de planos e a rápida edição marcam o estilo das produções de Alexandre e Fernanda.
Ah, algo que pode irritar os fãs de Björk: uma versão da música It´s oh so quiet cantada por Elza Soares abre os créditos iniciais. Eu gostei.
Créditos
Produção: Daniel Filho
Música: Guto Graça Melo
Fotografia: Nonato Estrela
Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto
Figurino: Marília Carneiro
Edição: Felipe Lacerda
Website oficial: www.2dedosdagua.co.br

Sunday, October 22, 2006

11 de Setembro

5 anos depois do maior ataque terrorista em território norte-americano, chegam às telonas os primeiros filmes sobre o assunto. Os dois filmes, Vôo 93 e As Torres Gêmeas, retratam momentos diferentes no tempo e espaço daquele dia e foram recebidos também diferentemente pela crítica. Seguem duas resenhas sobre estes filmes na ordem em que chegaram ao circuito nacional.

Vôo United 93
(United 93, Estados Unidos, 2006)

Estúdio/Distribuição: Universal Pictures/UIP
Direção e Roteiro: Paul Greengrass
Elenco: Christian Clemenson, Trish Gates, Polly Adams, Cheyenne Jackson, Opal Alladin, Gary Commock, Nancy McDoniel, David Alan Basche, Richard Bekins, Susan Blommaert, Ray Charleson, Liza Colón-Zayas, Lorna Dallas, Denny Dillon, Triestre Kelly Dunn, Kate Jennings Grant, Peter Hermann, Tara Hugo, Marceline Hugot, Starla Benford, Joe Jamrog, Corey Johnson, Masato Kamo, Becky London, Tom O'Rourke, Simon Poland, Lewis Alsamari, Omar Berdouni, Jamie Harding
Gênero: Drama
Duração: 111 minutos

Vôo 93, dentres os dois filmes sobre o atentado terrorista do dia 11 de Setembro de 2001, é o que vem recebendo mais críticas positivas. O filme narra os acontecimentos do vôo 93 da United Airlines, um dos quatro aviões sequestrados naquele dia e o único que não atingiu o alvo dos terroristas. Por não tratar especificamente dos aviões que atingiram às Torres Gêmeas, como o filme homônimo o faz, o filme do diretor e roteirista Paul Greengrass sai na frente na corrida pelo favoritismo do público e crítica especializada que acusa o longa de Oliver Stone de romantizar os acontecimentos (leia resenha abaixo).
A opção de Greengrass pelo realismo beirando o documentário é facilmente notada. Na tela, nehum rosto conhecido. Exceto o de Ben Sliney, à época diretor de operações da Federal Avation Administration (FAA) que em seu primeiro dia de trabalho se viu no meio de um turbilhão de pessoas atônitas sem saber o que estava acontecendo. No filme, Sliney interpreta a si mesmo assim como muitos dos que aparecem nos centros de controle do tráfego áreo. Para o papel dos tripulantes, Greengrass escolheu funcionários da própria United.
Junta-se à isso a narrativa escolhida para o longa na qual percebemos câmeras mais ágeis e uma alternância de cenários iniciando no hotel em que os terroristas encontravam-se hospedados, passando pela sala de embarque até o avião e indo de um centro de controle a outro visitando também o centro de controle militar. Confesso que filme só engrena a partir do momento em que os quatro sequestradores tomam o avião. Antes disso, vemos apenas longos momentos de atordoamento dos controladores com os acontecimentos daquela manhã. Não digo que o diretor deveria ter escolhido outro tipo de narrativa, mas sem dúvida alguma o tempo de filme aí gasto poderia ter sido reduzido.
Grenngrass também acerta na trilha sonora, mas seu maior trunfo em relação ao As Torres Gêmeas é ter escolhido mostrar o outro lado, o "eixo do mal", representados aqui por quatro terroristas que não poderiam ser mais humanos.Entretanto, o que me incomodou muito foi o alarde que o final do filme e a crítica, especialmente, fizeram. Ao contar que o vôo 93 da United foi o único a não atingir o alvo pré-estabelecido coloca uma certa áurea de heroísmo sobre os as vítimas do acidente, causado quando estas tentaram tirar o avião das mãos dos terroristas como se pensassem "já que vamos morrer, que sejamos somente nós". Não que a atitude deles não tenha sido corajosa. Foi sim. E muito. Mas ela representa tão somente a esperança, por menor que fosse, de conseguir acordar daquele pesadelo.
Créditos
Produção: Tim Bevan, Eric Fellner, Lloyd Levin
Música: John Powell
Fotografia: Barry Ackroyd
Desenho de Produção: Dominic Watkins
Direção de Arte: Romek Delmata, Joanna Foley
Figurino: Dinah Collin
Edição: Clare Douglas, Richard Pearson, Christopher Rouse
Efeitos Especiais: Baseblack/Cine Image Film Opticals Ltda./Machine/The Senate Visual Effects Limited/Lip Sync Post
Site Oficial: http://www.united93movie.com/
As Torres Gêmeas
(World Trade Center, Estados Unidos, 2006)

Estúdio/Distribuição: Paramount Pictures/UPI
Direção: Oliver Stone
Roteiro: Andrea Berloff
Elenco: Nicolas Cage, Michael Pena, Maggie Gyllenhaal, Maria Bello
Gênero: Drama
Duração: 129 min
O filme As Torres Gêmeas de Oliver Stnone, ao contrário de Vôo 93 (ler resenha acima), não foi bem recepcionado pela crítica que lhe deu muitos comentários negativos. O filme trata do tal 11 de Setembro focando a história de dois homens da polícia portuária que entraram no World Trade Center para ajudar vítimas dos ataques terroristas daquele dia fatídico. John McLoughlin e Will Jimeno, respectivamente Nicolas Cage e Michael Pena são soterrados pelos escombros quando mal entram no complexo de prédios. A partir daí, vemos sua luta pela sobrevivência e a afilção que toma conta de suas esposas e famílias. Essas representadas pelas talentosíssimas Maria Bello (de falsos olhos azuis) e Maggie Gyllenhaal (com seus verdadeiro olhos azuis). Aliás, o filme é um ótima oportunidade de ver Maggie que pelo menos eu não via desde O Sorriso de Monalisa. As atrizes interpretam aqui seus papéis de forma contida e competente, mas não marcantes. Cage tem uma atuação forte como sempre, mas Pena decepciona depois do magnífico trabalho em Crash.
Quanto as críticas que Oliver Stone recebeu, são na maioria injustificadas. Muitos o acusam de ter sido muito cauteloso e não incluir as cenas em que os aviões atingem as torres ou as cenas em que essas despencaram. Tudo o que podemos ver é a sombra do primeiro avião nos arranha-céus da cidade. Acho muito louvável a intenção de Stone em não criar sensacionalismo com grandes explosões. Afinal, As Torres Gêmeas trata-se de um drama e não um filme-tragédia. Outra saraivada de críticas diz respeito a perda da controvérsia que o diretor manteve em outros filmes. Pessoalmente, acho que Stone criou uma grande polêmica ao tratar do assunto sobre o ponto de vista do presidente norte-americano, mesmo não assumindo sua posição, quando a opinião pública e a Hollywood majoritariamente democrata pensam de outra forma completamente diferente. Ao mostrar um ex-militar, que resolve voltar à ativa após o acidente por achar que os americanos precisariam de muitos guerreiros para a resposta aos atentados, evocando aos céus a ajuda divina, o filme parece tomar o rumo político esperado. Mas ao fazer desse ex-militar o "anjo da guarda" dos protagonistas que parte em busca de sobreviventes quando toda a equipe de busca parece desistir foi o maior erro de Stone. Evidentemente não se muda a história. A personagem é baseada em fatos reais. Mas John McLoughlin e Will Jimeno foram as vítimas 18 e 19 das 20 que foram retiradas com vida dos escombros. Para evitar constrangimentos maiores, o diretor poderia ter escolhido retratar o drama de outras duas das 18 famílias que também tiveram sorte no dia.
Com a intenção de mostrar o lado solidário dos norte-americanos, escolhendo histórias de sobreviventes, o filme tenta mas não consegue o objetivo. O texto que comumente aparece nas telas em filmes baseados em histórias reais volta a bater na tecla de que quase 3 mil pessoas morreram naquele dia vítima dos atentados. 3 mil cidadãos de mais de 80 países. Sem mostrar o outro lado da moeda, Stone produz uma ótima propaganda do governo Bush.
Um adendo: a fotografia de Nova York ao amanhecer do dia 11 de Setembro é uma das mais bonitas que já fizeram da metrópole.
Créditos
Produção: Moritz Borman, Debra Hill, Michael Shamberg, Stacey Sher, Oliver Stone
Música: Craig Armstrong
Fotografia: Seamus McGarvey
Desenho de Produção: Jan Roelfs
Direção de Arte: Richard L. JohnsonFigurino: Michael Dennison
Edição: David Brenner, Julie Monroe
Efeitos Especiais: Animal Logic/Proof
Site Oficial: http://www.wtcmovie.com/

Tuesday, October 17, 2006

Deu a Louca na Chapeuzinho

(Hoodwinked, Estados Unidos, 2005)

Estúdio/Distribuidora: Europa Filmes
Direção: Cory Edwards
Roteiro: Cory Edwards, Todd Edwards, Tony Leech
Elenco: Anne Hathaway, Glenn Close, James Belushi, Patrick Warburton, Anthony Anderson, David Ogden Stiers, Xzibit, Chazz Palminteri, Andy Dick, Cory Edwards, Tye Edwards, Benjy Gaither, Tom Kenny, Joshua J. Greene, Preston Stutzman, Tony Leech, Ken Marino, Kevin Michael Richardson, Todd Edwards
Gênero: Animação
Duração: 80 min

O longa animado mais esperado do ano chega finalmente aos cinemas brasileiros. Depois de muito divertir as platéias de todo o país com o trailer, Deu a Louca na Chapeuzinho estreiou no dia das crianças em circuito nacional. E como todo trailer muito bom, Deu a Louca na Chapeuzinho acaba confirmando nossos temores. O filme não é tão bom quanto o trailer. Todas as cenas mais engraçadas já estão lá e no filme não funcionam. Depois de acompanharmos o trailer várias vezes ficaria difícil mesmo manter a graça.
A sátira da estória da Chapeuzinho Vermelho lembra Shrek mas o teor investigativo dado a ela e o mistério de quem seria o bandido guloso que está roubando todas receitas da floresta não funcionam por muito tempo. No início é engraçado visitar a cena do crime, a casa da Vovó, onde ela, sua doce netinha, o lobo mal e o lenhador são acusados de perturbar a tranquilidade da floresta e se tornam suspeitos de ser a identidade secreta do "vilão do filme", o bandido guloso em uma das piadas da animaçõ. Mas, depois de ouvir as quatro versões para a mesma estória, a busca pelo verdadeiro malfeitor cansa.
De resto o filme apresenta poucas cenas divertidas. Destaque mais uma vez para os coadjuvantes. O esquilo ligeirinho é mais um esquilo afobadinho e comprova que a fórmula do sucesso pode sim ser usada mais de uma vez. Mas a melhor sequência fica por conta do Bode enfeitiçado que não consegue falar e apenas entoa canções.
A dublagem formada por vozes conhecidas do público e experientes quase nem deixa a vontade que sempre fica de conferir a dublagem original feita por astros de Hollywood. Mas ouvir Jim Belushi e Glenn Close como o lenhador e a vovó deve ser mesmo muito bom. A animação deixa a desejar, parecendo saída de um vídeo-game, mas isso é perdoado visto que a Europa Filmes não tem experiência no ramo. Dadas as expectativas geradas pela espera, vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões.
Créditos

Produção: Maurice Kanbar, David Lovegren, Sue Bea Montgomery, Preston Stutzman
Música:
Josh Mark Painter, Kristin WilkinsonEdição: Tony Leech
Site oficial: http://www.deualoucanachapeuzinho.com.br/

Thursday, October 12, 2006

Dália Negra

(The Black Dahlia, Estados Unidos, 2006)

Estúdio/Distribuição: Universal Pictures
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Josh Friedman
Elenco: Josh Hartnett, Scarlett Johansson, Aaron Eckhart, Hilary Swank, Mia Kirshner, Mike Starr, Fiona Shaw, Patrick Fischler, James Otis, John Kavanagh
Gênero: Thriller Policial
Duração: 121 min

Brian De Palma está de volta aos cinemas com uma longa nitidamente noir. Ambientado no final da década de 40, o filme reúne todas as características dos filmes policiais da época. O roteiro é baseado em um dos crimes mais famosos da história de Hollywood e traz os personagens do livro homônimo de James Ellroy. Dois investigadores da pólicia, conhecidos como Mr. Fire e Mr. Ice (Aaron Eckhart e Josh Hartnett respectivamente) desde os tempos que eram boxeadores, desenvolvem um estranho fascínio pelo assassinato da jovem aspirante à atriz Elizabeth Short (Mia Kirshner). Enquanto o caso apelidado na Imprensa de Dália Negra em referência à obra A Dália Azul de Raymond Chandler é resolvido, um triângulo amoroso é formado entre os dois parceiros e Kay Lake (Scarlett Johansson), uma bela com um passado obscuro.
Brian De Palma acerta em tudo no filme. A atmosfera noir é facilmente apreendida na tela: cenários, figurinos, trilha sonora, cores e tons, ângulos de câmera, jogos de sombra e luz e as passagens de uma cena à outra. A cena que melhor representa a capacidade de De Palma de nos levar para dentro do filme é a que a personagem de Hartnett conhece a excêntrica família Linscott. O diretor não poderia ter acertado mais.
A escalação do elenco também é sensacional. Com atuações fortes os quatro protagonistas se despem de qualquer véu e nos permitem mergulhar na alma das personages. Os coadjuvantes também arrasam. Mia Kirshner como a jovem Elizabeth gera um misto de curiosidade e compaixão na platéia. E Fiona Shaw, a Tia Petúnia da série Harry Potter, nos poucos minutos de cena se revela com uma grande surpresa. Mas a maior das surpresas é definitivamente Hartnett que além da atuação faz uma narração perfeita para o estilo do filme.
O roteiro pode parecer um pouco arrastado e cheio de pontas soltas, mas de novo são características do estilo. Mas não resta dúvidas de que se você perder um detalhe, ele vai fazer falta mais na frente. Para aqueles que são fãs do gênero, o filme é a melhor pedida das telonas no momento. Para aqueles que não estão familiarizados, ele pode soar trash ou coisa parecida. Mas o que para alguns é lixo, para outros é arte e é uma pena que ainda existam obras de arte incompreendidas.
Créditos
Produção: Rudy Cohen, Moshe Diamant, Art Linson
Música: Mark Isham
Fotografia: Vilmos Zsigmond
Desenho de Produção: Dante Ferretti
Direção de Arte: Pier-Luigi Basile, Christopher Tandon
Figurino: Jenny Beavan
Edição: Bill Pankow
Site Oficial: www.theblackdahliamovie.net