sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Crítica do filme: 'A Brasileira'

Pensa em um filme ruim. Agora, multiplica por dois. Dirigido pelo desconhecido – tanto aqui quanto lá fora - Brian Brightly, o longa metragem A Brasileira tem grandes possibilidades de ser considerado o pior filme deste ano. Em cinco minutos de fita, o espectador mais religioso recolhe todos os seus santinhos e coloca de frente para a telona. Uma das piores apresentações de personagens da história do cinema. É quase um filme trash.

Na trama, conhecemos Clark Dormer um inseguro homenzinho que trabalha ao lado de lindas beldades em um requisitado cabeleireiro da cidade. Como possui grandes dificuldades com mulheres, é convidado por um amigo a frequentar o ‘acampamento dos homens’, onde durante intensivas provas de masculinidade as pessoas aprendem a conquistar uma mulher.

O exagero é figurinha carimba nesta tentativa de filme comercial. O protagonista, típico de filmes besteirol norte-americanos é tão peculiar que não consegue passar verdade alguma.  Cabeleireiro, usuário assíduo do clarinete, te grandes dificuldades em se relacionar com as mulheres. Clichês? Sim. Até mais que isso, um exagero tediante!

Algumas das toscas sequências do filme parecem aqueles clipes antigos que a MTV passava nas tardes semanais apresentados pelos estilosos Vj’s da época. . É uma mistura boba e muito mal feita de muitos outros filmes.É uma espécie de Jackass, com Virgem de 40 Anos e Porky’s. A salada mista que vira o roteiro é algo pavoroso, deixando os personagens sem objetivos e o público completamente confuso com o que vê na telona.

A atriz brasileira Fernanda Machado(Amanhã Nunca Mais) pisou com o pé esquerdo no dia que aceitou o convite para participar desta produção. Totalmente insegura com a língua inglesa – o que atrapalha demais sua interpretação – é aproveitada pelo roteiro somente para aparecer em cenas calorosas. A artista deveria ter esperado outra oportunidade para um início de carreira internacional.

A Brasileira parece um projeto daqueles de finais do curso de cinema. Nesse caso, o aluno que apresenta é reprovado. O amadorismo em fazer cinema surpreende até os leigos. Todos os enquadramentos e sequências sofrem um grande abalo na telona. Responsabilidade total do cineasta Brian Brightly.

Quando o filme tenta sair da comédia e entrar no drama se transforma num longa pior ainda. Vemos a falta de técnica dos atores que parecem declamar as falas do roteiro sem colocar um pingo de emoção nas cenas. A Cal (Casa de Laranjeiras – famosa formadora de atores) deveria distribuir flyers dentro dos sets de filmagens deste filme. Impossível indicar esse filme, talvez para sua sogra.


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