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Crítica do filme: 'A Casa de mi Padre'



A saga do homem que se importa mais com um bezerro do que com uma mulher


Dirigindo seu primeiro longa metragem Matt Piedmont tinha a difícil missão de dirigir um filme americano ambientado no México, estamos falando do mais novo filme estrelado por Will Ferrell,  “A Casa de mi Padre”.  Tinha tudo para dar errado e deu. O longa é muito mal dirigido tem um roteiro deveras desinteressante além de atores em atuações terríveis. O público fica confuso não sabe se está vendo uma sátira, um faroeste ou apenas um filme bem ruim. Tem gente que vai opinar que as três coisas anteriormente citadas acontecem.

Na trama, acompanhamos um homem e sua saga de tentar ser o filho mais querido e salvar a sua família das garras do narcotráfico local. Correndo atrás de seus objetivos ele se apaixona, se mete em muitas confusões e ainda arruma tempo para cantar músicas oriundas de sua região. A  abertura do longa lembra os filmes de Tarantino e as novas vinhetas de introdução dos filmes do 007, mas os paralelos acabam por aí. A produção é muito abaixo da média.

O longa metragem não tem química com o espectador. É uma fita curta, graças a Deus. Personagens passam do ponto no quesito exagero, entre cenas sem nexos, risos descontrolados e uma falta de carisma preponderante. O desinteresse com a história é frequente, acompanha o cinéfilo em cada segundinho de filme. Will Ferrell se torna forte candidato ao próximo framboesa de ouro.

Tem um lugar no filme chamado “Lago das 7 lágrimas”. Deve ser nesse local que nós cinéfilos vamos depositar nossas lágrimas e implorar o nosso dinheiro do ingresso/locação de volta. A grande questão existencial desse trabalho é que infelizmente nada salva a fita exceto admirar a beleza da americana Genesis Rodriguez. Muito pouco para um filme que tinha o objetivo de fazer rir.

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