Um bom divertimento, num pipocão na medida certa. Dirigido pelo cineasta francês Alexandre Aja, Predadores Assassinos é, antes de mais nada, bastante honesto, seguindo sua proposta em divertir o público, sem reviravoltas mirabolantes, sendo bastante criativo ao explorar o duelo humanos x monstros do mar, e, incrivelmente, passando da superfície na relação pai x filha. Com um orçamento de pouco menos de 15 milhões de dólares e já arrecadando perto dos 90 milhões de dólares, Predadores Assassinos comprova que existe um grande público que adora suspenses objetivos.

Na trama, conhecemos a atleta de natação chamada Haley (Kaya Scodelario), uma jovem que vive distante de seu pai por conta de alguns conflitos no passado (que ao longo do filme vamos entendendo melhor). Certo dia, após ser avisada que sua cidade está em estado de atenção por conta de um furacão, a protagonista resolve ir até a casa de seu pai para resgatá-lo. Chegando lá, acaba ficando presa no lugar, com água para todo lado e enormes crocodilos rondando a vizinhança.

Com menos de 90 minutos de projeção e sem muito ‘encher linguiça’, Crawl, no original, é rápido e rasteiro no desenrolar de sua trama. Os arcos são bem definidos, conseguimos traçar um raio-x interessante da protagonista e entender seus medos, além das situações que remetem ao seu passado. Isso tudo é bem justo na hora que vemos as decisões que ela precisa tomar pela sobrevivência.

Crítica do filme: 'Predadores Assassinos'


Da aparente simplicidade em contar a realidade, até a riqueza de chamar a atenção para uma reflexão da sociedade. Daquelas gratas surpresas que nós cinéfilos sempre assistimos ao longo dos anos, aquele filme que você nunca tinha ouvido falar e por acaso assistiu e se impressionou. Bem, isso acontece com Rosie, dirigido pelo cineasta irlandês Paddy Breathnach (que também assinou a direção do ótimo filme Viva) com roteiro de Roddy Doyle. Uma mãe, um marido e as dificuldades de arranjarem um lugar para morar. Parece simples? Mas não é não, drama dos bons, forte e impactante.

Na trama, conhecemos Rosie (Sarah Greene) e John (Moe Dunford), um casal que enfrenta dificuldades financeiras e não conseguem um lugar para morar tendo que passar dia após dia dentro do carro com seus filhos. Assim, ao longo de uma tentativa e outra, acompanhamos melhor a trajetória dessa jovem mãe, seu passado de brigas com a mãe e a busca por dias melhores para sua família.

Rosie é o tipo de filme com cara de festival de cinema. Reflexivo a todo instante, a protagonista é colocada em xeque a cada minuto, seja pela diretora da escola de seus filhos, seja pelas duras palavras de sua mãe, pelo olhar de outras famílias, pela ótica de amigos próximos que estão com o cachorro da família até eles arranjarem algum lugar. Mas ao longo dos curtos 86 minutos também dá tempo de entendermos a ótica de John, o marido, que se esforça entre um bico e outro para arranjar dinheiro e assim sustentar sua família. 

O filme é duro em muitos momentos, dá uma aflição, encosta na realidade de maneira importante e serve para refletirmos e pensarmos duas vezes antes de julgar as pessoas. Mas, uma mensagem linda de união familiar chega a cada gesto da família, seja com a preocupação com o bichinho adorado de pelúcia de um dos filhos, no afeto entre marido e mulher, ou pela questão da proteção quando o carro está lotado e o pai precisa dormir fora dele mas de perto e observando se todos ficarão bem. Rosie é um filme sobre um retrato de nossa sociedade, importante assistirem.





Crítica do filme: 'Rosie'


Desfecho morno para uma saga campeã de bilheteria. Com o sucesso do primeiro capítulo, líder de bilheteria durante semanas no Brasil e no mundo, gerou-se muita expectativa para o capítulo conclusivo da saga do grupo de jovens que luta contra o palhaço assassino. Enfim, o Capítulo dois chegou aos cinemas e nele podemos notar que o desfecho triunfal que poderia acontecer apenas se torna trivial sendo imensamente inferior, como filme, do que a primeira parte.

Baseado na obra do rei do suspense Stephen King, IT – Capítulo Dois nos leva de volta a mesma cidadezinha, agora vinte e sete anos depois dos eventos que chocaram os adolescentes no primeiro filme. Agora mais velhos, não mantiveram contato durante esse hiato mas perceberam a necessidade de se reunirem novamente por Pennywise voltou a atacar e somente o Clube dos Perdedores, como o grupo era conhecido, sabe como combater esse mal.

Com um orçamento que beirou aos 80 milhões de dólares e um elenco recheado de nomes conhecidos como Jessica Chastain e James McAvoy, esse novo capítulo embarca em explicações mais detalhadas do passado do palhaço e como a mudança no modo de pensar do grupo de amigos pode ser fundamental para poderem enfrentar seus medos e assim derrotar Pennywise. A estrutura emocional é marcante nos personagens logo nos primeiros arcos, como fora a vida de cada um se completa nas razões do esquecer o que passaram para se tornarem quem eles são. Essa representatividade é interessante como contexto para entender a função de cada um deles no grupo.

Com quase três horas de filme, o roteiro se arrasta em muitos momentos, consegue caminhar pela profundidade dos detalhes de maneira lenta, cheio de simbolismos que acabam não sendo explicados o que afasta a interação. Quando volta a superfície e a ação propriamente dita, o filme ganha mais forma, pois muita coisa já tinha sido explicada. Para quem viu o primeiro filme, sentirá falta de ritmo e pode não se contentar com o desfecho pouco inspirado.

Crítica: 'IT - Capítulo Dois'


Quando a razão e a emoção se encontram no espaço. Fortíssimo concorrente a vagas em algumas categorias do próximo Oscar, Ad Astra entrega muito mais do que promete, além de referências cinéfilas a todo instante. Com uma brilhante atuação do excelente ator Brad Pitt e uma direção pra lá de competente de James Gray, o filme navega pelo sentimento através do lugar mais silencioso que conhecemos. A junção de ciência e ficção, que principalmente para leigos se torna algo fantástico pois não sabemos as reais limitações físicas espaciais, é a fórmula de sucesso desse grande filme.

Na trama, em uma linha de tempo desconhecida mas pra frente de nosso tempo, conhecemos Roy Mcbride (Brad Pitt) um militar astronauta de alta patente que após um acidente no espaço, onde ele, quase literalmente, cai na terra, é convocado por seus superiores para embarcar em uma missão surpreendente: caçar os rastros de seu pai, H. Clifford McBride (Tommy Lee Jones) sumido faz anos (que ele pensara estar morto) pois o mesmo está em posso de um dispositivo que é uma real ameaça à humanidade. Assim, largando tudo que é sentimento na Terra, Roy embarca em uma viagem sem destino rumo as profundezas do espaço.

Profundo, impactante e com alta carga emocional mas com um andamento cinematográfico que empolga apenas quem é fisgado pela história desde o início. As cenas no espaço são algo sublime, encanta todos que olham para cima e pensam nas surpresas e como será estar por lá. Ad Astra tem esse fator implícito de brincar com o imaginário e entregar um filme de aventura com todos os elementos certos, na hora certa para que a interação aconteça. Grande parte da força dessa bela produção vem da atuação magistral de Brad Pitt e seu desconstruído personagem, que passa por diversas transformações emocionais ao longo dos 123 minutos de projeção.

A relação pai x filho estabelecida, a rebeldia de um líder (fato esse que gera paralelos com o clássico Apocalipse Now), a razão e a emoção no que acreditar, as criações ainda inexistentes de vivência fora da Terra, o inusitado, o místico, o suspense, todas as peças se encaixam com perfeição cirúrgica. Ad Astra é um daqueles filmes imperdíveis desse ano. E é pra ver no cinema!

Crítica do filme: 'Ad Astra'


Sabe aquele gol inacreditavelmente perdido debaixo da trave? Sabe aquela bandeja sozinha que você erra no basquete? Então, sabe aquele filme que tinha tudo para ser inesquecível e acaba caindo na mesmice açucarada de mais uma entre milhares histórias de amor? Novo trabalho do ótimo Danny Boyle, Yesterday cativou público de todo o mundo pelo seu trailer muito bem feito e pela sua louca história de zerar nossas memórias beatlemaníacas, assim, exercitando um mundo sem algumas de nossas maiores referências. Aposto que sociólogos, filósofos de todo o planeta aguardavam com ansiedade debate hiperprofundos sobre a existência humana e suas necessidades. Mas como cinema funcionou muito pouco, salvo um grande momento com um famoso músico, Yesterday não fica em nossa memória como as canções do quarteto de Liverpool.

Na trama, conhecemos Jack Malik (Himesh Patel), um cantor com pouca sorte em sua profissão que pensa sempre em desistir de seu maior sonho mas logo é incentivado por sua melhor amiga Ellie (Lily James) e parte em busca de novos desafios. Um dia, após sofrer um acidente, acorda e acaba descobrindo de maneira inusitada que ninguém no mundo conhece Os Beatles. Praticamente como se estivesse em um universo alternativo ou algo assim. Agarrando a oportunidade que surgiu em sua frente, com as músicas de seus ídolos ele começa a fazer enorme sucesso. Mas, escolhas precisarão serem feitas.

A grande graça para todos que já sabiam os epicentros da trama seria como se desenvolveria esse novo universo sem Beatles (e depois sabemos sem outras coisas gigantes também). O caminho traçado deixa pouca margem para que o filme se torne um filmaço. Se apoiando praticamente, cada linha do roteiro, na força que possui as canções dos Beatles, o desenrolar do pouco carismático protagonista é cair num episódio de uma novela mexicana com uma genial trilha sonora por trás. É como se assistíssemos Maria do Bairro com a trilha assinada pelo Alexandre Desplat.

Apenas um grande momento, emblemático, que nos faz esquecer quase tudo que vimos até ali. Um encontro e muita filosofia, além do genial Robert Carlyle em cena. Mas só isso não basta, Yesterday deveria ser tão inesquecível como Yesterday, a canção. Nem passa perto. Será que a genialidade de Boyle sumiu junto com os Beatles? Que bom que era numa outra realidade. Volta Boyle!

Crítica do filme: 'Yesterday'


A igualdade dos clones e também a mesmice dos mesmos tipos de roteiro. Dirigido pelo genial Ang Lee, Projeto Gemini gerou bastante expectativa para todos que amam cinema. Primeiro um diretor renomado que explora os detalhes de maneira instigante durante toda sua carreira, segundo um protagonista competente e experiente em ‘filmes grandões’ (também conhecidos por blockbusters), terceiro a maneira como fora filmado com inovações e novas técnicas. Mas nada disso adianta se não há inspiração nas palavras que compõe todas as linhas desse sonolento e pouco criativo roteiro. Em vez de ir a fundo em assuntos polêmicos como a clonagem, prefere o simples, a superfície se tornando um filme comum que em breve deve estar na telinha da Tela Quente.

Na trama, conhecemos o melhor assassino do mundo, Henry Brogan (Will Smith), um homem sem família nem laços, que após pedir aposentadoria de sua profissional pouco convencional acaba se envolvendo em uma trama cheio de mentiras e novas descobertas surpreendentes. Quando vira alvo da agência que o contratou durante anos, descobre que o homem enviado para lhe matar é alguém bem mas bem mesmo parecido com ele.

Quando fechamos os olhos, após assistir a esse filme, imaginamos diversos outros filmes de ação parecidos que nem lembrávamos mais. É o mal do século, ficar na mesmice para agradar, seguindo sempre as mesmas regras e correndo desesperadamente da originalidade ou pelo menos de uma fuga instantânea, uma janela de frescor nova em relação as subtramas contidas em um filme. Projeto Gemini, peca demais no roteiro, em coadjuvantes caricatos e apagados (Mary Elizabeth Winstead, fisicamente quase uma clone de Marjorie Estiano, e principalmente Clive Owen correndo sério risco de ser indicado ao próximo framboesa de ouro) e uma direção badalada mas pouco eficaz.

Lá pro terceiro arco o filme parece que vai pegar no tranco mas é apenas uma impressão, a oportunidade de virada acontece no encontro dos Smiths mas não é aproveitado, principalmente pelo constante barulho de bala, cenas de luta e destruições de todo o cenário. Mais um filme esse ano com o selo rivotril.

Crítica do filme: 'Projeto Gemini'


O prazer de viver a vida às vezes encosta em caminhos de outros destinos nada satisfatórios. Dirigido pelo cineasta britânico James Marsh (A Teoria de Tudo), King of Thieves, ainda sem data de estreia nos cinemas brasileiros é mais um daqueles filmes sobre roubos de banco mirabolantes, dessa vez, baseado em fatos reais e com um roteiro assinado por Joe Penhall (criador do elogiado seriado Mindhunters) que usa de apoio um artigo de revista do jornalista Mark Seal. Não há dúvidas de que é uma história que merecia virar filme, velhinhos criminosos realizam um dos maiores roubos da história da Inglaterra, porém, com um ritmo descontrolado e sem muita empatia do personagens o projeto vira um grande e sonolento filme de quase das horas.

Na trama, conhecemos um grupo de velhinhos que planejam roubar joias de um conhecido lugar no centro de Londres. O líder do grupo, Brian Reader (Michael Caine), é procurado por um jovem que mexe com eletrônica, o único com menos de 50 anos no grupo, aqui chamado de Basil (Charlie Cox) para realizar esse roubo que consiste em acessar o poço de um elevador e conseguir pegar dezenas de milhões de libras.   

O mundo dos filmes é que nem um time de futebol, mesmo tendo em craques em cena não quer dizer que um filme seja bom. Michael Caine, Michael Gambon, Jim Broadbent, Ray Winstone, Tom Courtenay, fazem parte do elenco de King of Thieves, atores lendárias tanto no cinema e alguns no teatro europeu. Possui alguns bons diálogos onde percebemos até um certo improviso, mas seus personagens acabam sendo resumidos em esquetes fora de tom com a trama, transformando o roteiro em uma grande salada mista confusa, com um ritmo com pé no acelerador e sem força de sustentação. Acabamos saindo da sessão desse filme com o sentimento de mais do mesmo. Uma pena.  

Crítica do filme: 'King of Thieves'


O que fazer quando nos damos conta de que o que buscamos está ao nosso lado? Escrito e dirigido pelo cineasta paraguaio Luis Zorraquin, Guaraní é impactante da maneira mais pura e singela que você possa imaginar já ter visto em um filme nos últimos anos. Falando sobre cultura, tradições e família, o longa-metragem ainda não lançado no Brasil vai conquistando o coração do público aos poucos, de maneira simples e honesta. Somos testemunhas do amadurecimento dos personagens que de maneira linda encontram uma certa redenção a sua maneira de pensar e ver o mundo mesmo tendo poucos recursos. Com um desfecho de deixar você sentado no cinema até o fim dos créditos pensando sobre a vida, Guaraní muito se aproxima, por conta de certos detalhes, do nosso campeão Central do Brasil.

Na trama, conhecemos Atilio (Emilio Barreto), um barqueiro que vive de maneira bastante humilde junto de sua família repleto de mulheres. Sua vida é o rio, em sua profissão já viu de tudo dentro de toda água que já navegou. Seu contato mais próximo mas mesmo assim não tão amistoso é com sua neta Iara (Jazmin Bogarin) com quem passa longas horas ao longo dos dias após a jovem voltar da escola, já que é ela que o ajuda nas travessias pelo rio levando produtos de um lado para o outro. Atilio sempre quis ter um neto homem para passar tudo que aprendeu sobre sua cultura Guaraní mas só mulheres nascem em sua família. Mas a vida pacata de avô e neta mudam quando a mãe de Iara, que mora na Argentina, envia uma carta dizendo que está grávida de um menino. Assim, a dupla parte rumo rios a dentro em uma viagem rumo a Argentina para convencer a mãe de Iara a criar a nova criança no Paraguai com as tradições guaranis.

A simplicidade faz toda a diferença nesse emocionante filme. Usando de poucos recursos mas com uma grande ideia nas linhas de roteiro, Zorraquin foca naquilo que precisava, que era conseguir passar toda a emoção em simples gestos de um protagonista limitado mas que conta com uma rica de viver neta que acaba sendo o contraponto perfeito para que a emoção transborde em cena. Os últimos arcos são fabulosos, chegando a um desfecho poderoso e inesquecível.

Crítica do filme: 'Guaraní'


Como homenagear um dos grandes gênios do humor? Dirigido pela competente documentarista Susanna Lira, Mussum, um Filme do Cacildis, documentário que passou rapidamente pelo circuito brasileiro de exibição e hoje já deve estar em algumas das atuais plataformas de streamings, não deixa de ser antes de mais nada uma grande homenagem a um dos ícones não só do humor mas do cinema e da televisão quando pensamos não só em humor mas também em música. Ao longo de menos de 80 minutos de projeção, conhecemos um pouco sobre a personalidade e a vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o querido Mussum.

Vindo de família pobre, morador da rua são Francisco Xavier, sua mãe cozinhava nas casas dos ricos enquanto o jovem Antonio Carlos ia avançando na escola. Sua paixão pelo samba começou cedo e logo encontrou sua amada Estação Primeira da Mangueira. Assim, acabou encontrando sua primeira vocação para a música e através de curiosidades, talvez desconhecidas do grande público, conhecemos mais detalhadamente o grande sucesso de Mussum como músico, integrante do famoso grupo Os Originais do Samba. Mas a vida lhe reservaria um novo capítulo que o deixaria conhecido de maneira que ultrapassaria gerações. Através do amigo Dedé Santana, entra como integrante dos Trapalhões grupo que revolucionou a forma de fazer humor na teledramaturgia brasileira, além de ter sete dos 50 maiores sucessos de bilheteria, até hoje, do cinema nacional.

Pai rígido com a educação de seus 5 filhos de diferentes 5 mulheres, a vida pessoal de Mussum não é avançada rumo a um apanhado mais profundo, o que abre brecha para tocar em um assunto importante e sempre atual que é sobre o preconceito contra os negros e a forma como Mussum lidava com isso na vida real. Um dos poucos rostos famosos e conhecidos nacionalmente negros na sua época auge, quebrou preconceitos para chegar a um lugar especial no coração de todo mundo que gosta de uma boa risada.

Crítica do filme: 'Mussum, um Filme do Cacildis'


Como voltar ao passado sem perder a magia? Lançado esse ano com grandes expectativas, Alladin 2019 é uma enorme volta ao passado, que passeia pelas memórias dos que assistiram à animação homônima com uma singela pintada de musical bollywoodiano mas que consegue com muita beleza em tela manter viva as lindas mensagens de amor e amizade além da essência mais profunda dos seus inesquecíveis personagens.

Na trama, quase totalmente fiel a já conhecida de anos atrás, conhecemos o jovem e com poucos recursos Alladin, que vive entre um pequeno furto e outro em um reino cheio de belezas mas com algumas dificuldades. Nosso personagem principal se apaixona pela princesa desse reino mas acaba estando muito distante de poder ser o homem da vida dela. Certo dia, descobre uma lâmpada mágica com um gênio muito engraçado que pode lhe conceder três desejos. Assim, Alladin e o gênio, além de seu inseparável macaquinho Abu, vivem grandes aventuras em busca do amor do protagonista.

Dirigido pelo experiente cineasta britânico Guy Ritchie, Alladin 2019 pode ser visto de várias esferas, ou melhor dizendo várias formas. Recriando um dos maiores clássicos dos estúdios Disney o objetivo seria renovar cada vez mais o seu público ou apenas colocar qualquer coisa na tela que relembre fragmentos das emoções da incomparável aventura com técnicas de animação? Após assistirmos ao filme ficamos em um meio termo através da expectativa criada. Como musical funciona bem, passa emoção, já que a história sempre esteve em nossos memórias.

Os valores encontrados no filme, os diálogos sobre amizade, sobre as verdades e mentiras, de quem somos como pessoas, várias entrelinhas estão contidas se aproximando as vezes de maneira rasa as vezes de maneira profunda na alma de todo esse universo que jamais deixaremos de lembrar.

Crítica do filme: 'Alladin'