Trazendo para o epicentro do debate a instabilidade emocional de uma protagonista imprevisível, que nos conduz até uma trama que, a princípio, parecia ser apenas mais uma história de amor, mas logo se transforma em um leve suspense, o longa-metragem Oi, Sumido! busca transformar a tensão dosada em uma proposta instigante para refletirmos sobre a dependência emocional e o comportamento humano. Neste suspense psicológico escrito e dirigido por Sophie Brooks - Molly Gordon , a protagonista, também assinando o roteiro - há um achado interessante no equilíbrio entre a psique humana ligada ao amor obsessivo e uma série de situações conflitantes, que vão abrindo camadas sobre as formas como o ser humano lida com os conflitos que surgem pelo caminho. Iris ( Molly Gordon ) está nas nuvens com o andamento de seu relacionamento com Isaac ( Logan Lerman ). Ainda nos primeiros encontros, eles resolvem ir até um lugar isolado e muito bonito para passar o fim de semana. No entanto, durante uma ...
De vez em quando um projeto cinematográfico se joga na coragem da engenhosidade – mesmo que isso possa soar confuso em muitos momentos. Liguei na HBO MAX esses dias para assistir um filme sem nem ler a sinopse e me deparei com uma ficção científica que direciona seu olhar para o trauma entrelaçado no multiverso. Mais algum filme da Marvel? Não! Estou falando de Matar. Vingar. Repetir. Escrito e dirigido por Kevin McManus e Matthew McManus, esse violento longa-metragem destrincha a busca pelo equilíbrio da dor por meio de uma vingança implacável que rompe a barreira do espaço-tempo. Esse sentimento mundano e conflitante - a raiva que corrói -, inserido nas infinitas possibilidades da física teórica, são ingredientes que impulsionam uma narrativa bem construída, mas que deixa algumas pontas soltas. Irene ( Michaela McManus ) é uma mulher marcada pela perda traumática da filha, assassinada cruelmente por um serial killer. Com a vida destruída, ela passa a viajar por universos paralel...