Ao estudar a programação da CineOP 2026 antes do festival começar, uma sinopse me chamou bastante a atenção. Por sorte, foi um dos primeiros filmes que assisti em Ouro Preto este ano, o curta-metragem de apenas 4 minutos, chamado Ouro de Tolo Remix . Abrindo a série 1 da Mostra Contemporânea de curtas-metragens, que este ano trouxe um setlist muito inventivo, trazendo ao público a oportunidade de viajar em reflexões através de engenhosos experimentos que alcançam as infinidades que a linguagem cinematográfica pode provocar, esta obra mineira, dirigida por Gabriel Afonso , é um convite a conhecer, de forma bem objetiva, um antes e depois, também os impactos culturais, da relação da cidade de Nova Lima com o ouro. Sem quase mostrar personagens, só ouvindo o que a narrativa tem a nos dizer de forma inventiva, como se estivéssemos ouvindo um spot de uma rádio informativa ou mesmo como se estivéssemos na garupa de algum veículo, o filme nos guia para um tour por aquele lugar que carrega...
Em uma noite de um aconchegante friozinho, deu-se início a edição 21 da CineOP, a Mostra de Cinema de Ouro Preto, um evento que há duas décadas transpira a oportunidade de abraçarmos a memória de nossa história pelas telas, sendo fator primordial para reflexões sobre identidade e preservação. Ao ar livre, no seu palco principal, a praça Tiradentes, uma estrutura fantástica - com tela e som de qualidade - recebeu o público, que lotou rapidamente o espaço, para seus primeiros passos nessa edição que tem tudo para ser marcante. Com uma bela apresentação artística teatral dando as boas vindas, abriu-se as portas para a uma linda cerimônia dedicada a grande homenageada da edição, a cineasta Helena Solberg, que, aos 88 anos, recebeu a emocionante homenagem ao lado de outras duas grandes cineastas, Tata Amaral e Lucia Murat. Após a solenidade, foram exibidos dois curtas-metragens de sua vasta cinebiografia, Meia-Dia e A Entrevista . Neste ano, a CineOP chega com uma aguardada programação, re...