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CineOP Dia 02: Dois curtas que dialogam sobre memórias e esquecimento se destacam!

Sexta-feira, dia 26 de junho, de 2026. O dia começou sem sol, mas com um clima agradável na cidade de Ouro Preto. Acordei ansioso, pois, uma maratona de filmes me aguardava pelos três espaços de exibições da CineOP. Tomei meu café no aconchegante hotel Casa Grande e me preparei para minha primeira missão: a coletiva de imprensa de Helena Solberg , a homenageada dessa edição. Em cerca de 45 minutos de conversa com a imprensa que está cobrindo o evento, a cineasta carioca de 88 anos percorreu pelas lembranças de sua vasta carreira, respondendo perguntas que foram da parte técnica de suas obras até questões que se expandiram com as reflexões que seus filmes geram. Foi um papo agradável que teve forte atenção de todas as pessoas presentes no hall do Centro de Convenções. Após essa primeira parte da minha grade de pautas, fui almoçar no exuberante Bené da Flauta, um restaurante que vem ganhando minha atenção a cada ano que venho em Ouro Preto. Depois de me deliciar em um frango crocante...
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Crítica do filme: 'Ouro de Tolo Remix' [CineOP 2026]

Ao estudar a programação da CineOP 2026 antes do festival começar, uma sinopse me chamou bastante a atenção. Por sorte, foi um dos primeiros filmes que assisti em Ouro Preto este ano, o curta-metragem de apenas 4 minutos, chamado Ouro de Tolo Remix . Abrindo a série 1 da Mostra Contemporânea de curtas-metragens, que este ano trouxe um setlist muito inventivo, trazendo ao público a oportunidade de viajar em reflexões através de engenhosos experimentos que alcançam as infinidades que a linguagem cinematográfica pode provocar, esta obra mineira, dirigida por Gabriel Afonso , é um convite a conhecer, de forma bem objetiva, um antes e depois, também os impactos culturais, da relação da cidade de Nova Lima com o ouro. Sem quase mostrar personagens, só ouvindo o que a narrativa tem a nos dizer de forma inventiva, como se estivéssemos ouvindo um spot de uma rádio informativa ou mesmo como se estivéssemos na garupa de algum veículo, o filme nos guia para um tour por aquele lugar que carrega...

A CineOP 2026 chegou!

Em uma noite de um aconchegante friozinho, deu-se início a edição 21 da CineOP, a Mostra de Cinema de Ouro Preto, um evento que há duas décadas transpira a oportunidade de abraçarmos a memória de nossa história pelas telas, sendo fator primordial para reflexões sobre identidade e preservação. Ao ar livre, no seu palco principal, a praça Tiradentes, uma estrutura fantástica - com tela e som de qualidade - recebeu o público, que lotou rapidamente o espaço, para seus primeiros passos nessa edição que tem tudo para ser marcante. Com uma bela apresentação artística teatral dando as boas vindas, abriu-se as portas para a uma linda cerimônia dedicada a grande homenageada da edição, a cineasta Helena Solberg, que, aos 88 anos, recebeu a emocionante homenagem ao lado de outras duas grandes cineastas, Tata Amaral e Lucia Murat. Após a solenidade, foram exibidos dois curtas-metragens de sua vasta cinebiografia, Meia-Dia e A Entrevista . Neste ano, a CineOP chega com uma aguardada programação, re...

Crítica do filme: 'Resta Um' [CinePE 2026]

Apresentando uma imersão em uma distopia que, basicamente, nos apresenta um apartamento apertado e personagens em conflito por conta, entre outras questões, de um reality show mortal, o longa-metragem Resta Um desfila uma série de críticas sociais afiadas que, de forma dinâmica, conseguem romper camadas, transformando a tensão em conscientização. Dirigido por Fernando Ceylão , em seu primeiro longa-metragem como diretor, e protagonizado pelo ótimo ator Caco Ciocler , ficamos de frente com o que provoca e aquilo que deteriora, uma expressão que se associa lentamente ao desenvolvimento de um protagonista à beira dos deslizes morais. Álvaro ( Caco Ciocler ) é um professor desempregado que vive sua rotina afetada pela doença da esposa ( Maria Ribeiro ), infectada por um vírus e à espera de uma cirurgia emergencial. Nessa realidade onde vivem, um programa chamado ‘O Debate’ convoca aleatoriamente pessoas para um duelo de narrativas, no qual o público que assiste, sedento pelo caos, pre...

Crítica do filme: 'Da Aldeia à Universidade' [CinePE 2026]

A educação sempre foi um tema de grande importância quando pensamos nas inúmeras realidades de nosso país. Uma questão muito explorada no audiovisual, com a maioria das obras abrindo horizontes e promovendo debates fundamentais para um norte de melhorias e possibilidades cada vez mais próximas de todas as pessoas que acreditam na força das ferramentas educacionais e suas contribuições para um desenvolvimento individual e coletivo. Trazendo esse assunto importante para reflexões de todos nós, o curta-metragem Da Aldeia à Universidade , dirigido por Leandro de Alcântara e Túlio de Melo , chega do Tocantins até o CinePE 2026, no penúltimo dia de mostra competitivas, para nos mostrar a realidade dos choques culturais, por meio de depoimentos de integrantes pertencentes ao povo indígena Xerente que almejam uma graduação universitária. A narrativa, bem conduzida, busca expandir o olhar do discurso que o roteiro propõe, através de uma comunicação visual repleto de registros do cotidiano ...

Crítica do filme: 'O Véu' [CinePE 2026]

Muito bem executado, com formas criativas de fazer um mergulho eficiente na tensão, o curta-metragem O Véu, exibido no terceiro dia do CinePE 2026, nos guia até o sobrenatural por meio de temas sociais em constante debates, como a religião e o preconceito, rumando para um desfecho que busca o impacto para se chegar nas reflexões. Pra quem curte filmes de terror, esse projeto é um prato cheio! Repleto de alegorias contornando a construção do medo e sem esquecer de estar atento aos detalhes, embarcamos em uma história que envolve falsos rituais ligadas a um culto que personifica um conjunto de religiões decifráveis, chegando até as consequências que atingem toda uma família. O foco é no pastor – também pai -, uma figura que comete, frequentemente, deslizes morais e comportamentos suspeitos. No centro das atenções do lugar onde exerce sua função, estão possessões feitas por um alguém bem próximo dele. Porém, quando uma entidade real toma conta do local em uma dessas sessões, o caos é...

Crítica do filme: 'Magritte' [CinePE 2026]

Em apenas 15 minutos de simbolismos artísticos e metáforas existenciais, um curioso filme exibido na segunda noite de mostra competitiva do CinePE 2026 me deixou intrigado em decifrar suas questões. Dormi pensando na obra, separei alguns temas que a obra sugere em meu modesto caderninho que sempre levo comigo, e acordei pronto pra me deliciar com as respostas que começava a encontrar.   Em um primeiro momento, o universo surrealista que se apresenta no curta-metragem pernambucano Magritte circula a obra do pintor belga René Magritte, intrigando quem não tem proximidade com seu trabalho, mas não nos afastando quem pouco ouviu falar. Na verdade, é um convite. Um chamado para refletir sobre o quão caótico pode ser a monotonia no lado profissional, principalmente quando fica evidente uma exploração, algo que reflete nos laços sociais. A trama acompanha um homem enfaixado com uma rotina entediante, passando praticamente todo seu tempo dedicado ao trabalho. Um dia, ele se vê em conf...