De vez em quando um projeto cinematográfico se joga na coragem da engenhosidade – mesmo que isso possa soar confuso em muitos momentos. Liguei na HBO MAX esses dias para assistir um filme sem nem ler a sinopse e me deparei com uma ficção científica que direciona seu olhar para o trauma entrelaçado no multiverso. Mais algum filme da Marvel? Não! Estou falando de Matar. Vingar. Repetir. Escrito e dirigido por Kevin McManus e Matthew McManus, esse violento longa-metragem destrincha a busca pelo equilíbrio da dor por meio de uma vingança implacável que rompe a barreira do espaço-tempo. Esse sentimento mundano e conflitante - a raiva que corrói -, inserido nas infinitas possibilidades da física teórica, são ingredientes que impulsionam uma narrativa bem construída, mas que deixa algumas pontas soltas. Irene ( Michaela McManus ) é uma mulher marcada pela perda traumática da filha, assassinada cruelmente por um serial killer. Com a vida destruída, ela passa a viajar por universos paralel...
Chegou ao Top 10 da Netflix uma série que, à princípio, chama bastante atenção pela sinopse: três irmãs, um crime, em um ambiente paradisíaco. Reunindo essas e outras questões, a minissérie espanhola Naquela Noite nos conduz até o antes, o agora e o depois do desenrolar de um assassinato, nos levando, aos poucos, a conhecer de perto uma família marcada por traumas e tragédias. Com um episódio piloto bem morno – tornando-se mais envolvente a partir do segundo -, o seriado criado por Jason George e distribuído em seis episódios, busca em uma estrutura de narrativa contemporânea, sem tanta lineariedade e com vários pontos de vistas, apresentar um amplo contexto em relação ao desenvolvimento de suas protagonistas. Para isso, utiliza uma linha do tempo extensa e narrações em off guiando pelos pensamentos de determinados momentos, compondo as ações e consequências. Paula ( Claudia Salas ), Cris ( Paula Usero ) Elena ( Clara Galle ) são três irmãs muito unidas que, em um determinado ano...