Em apenas 15 minutos de simbolismos artísticos e metáforas existenciais, um curioso filme exibido na segunda noite de mostra competitiva do CinePE 2026 me deixou intrigado em decifrar suas questões. Dormi pensando na obra, separei alguns temas que a obra sugere em meu modesto caderninho que sempre levo comigo, e acordei pronto pra me deliciar com as respostas que começava a encontrar. Em um primeiro momento, o universo surrealista que se apresenta no curta-metragem pernambucano Magritte circula a obra do pintor belga René Magritte, intrigando quem não tem proximidade com seu trabalho, mas não nos afastando quem pouco ouviu falar. Na verdade, é um convite. Um chamado para refletir sobre o quão caótico pode ser a monotonia no lado profissional, principalmente quando fica evidente uma exploração, algo que reflete nos laços sociais. A trama acompanha um homem enfaixado com uma rotina entediante, passando praticamente todo seu tempo dedicado ao trabalho. Um dia, ele se vê em conf...
Depois de gerar um enorme burburinho na bolha cinéfila após algumas passagens em outros eventos audiovisuais em 2026, o curta-metragem Os Arcos Dourados de Olinda enfim desembarcou em seu lar, Pernambuco, marcando de forma inesquecível o segundo dia de exibições do Cinepe 2026. Partindo da ironia de um fato inusitado – o orgulho de uma cidade que foi a única do mundo a levar um McDonalds à falência -, este espetacular curta-metragem documental utiliza um narrador irônico, e fundamental, ditando o ritmo de um recorte que se aprofunda por meio de outras situações peculiares ficando à disposição de um roteiro plural que articula um retrato multifacetado social e político. Criativo e muito bem montado, com o imprescindível acréscimo de uma baita pesquisa que foi amadurecendo ao longo de seus quatro anos de ciclo de produção e utilizando 100% de material de arquivos, percorremos a história de uma cidade, suas relações simbólicas e também as divisões ideológicas. Ponto importante em tor...