Muito bem executado, com formas criativas de fazer um mergulho eficiente na tensão, o curta-metragem O Véu, exibido no terceiro dia do CinePE 2026, nos guia até o sobrenatural por meio de temas sociais em constante debates, como a religião e o preconceito, rumando para um desfecho que busca o impacto para se chegar nas reflexões. Pra quem curte filmes de terror, esse projeto é um prato cheio! Repleto de alegorias contornando a construção do medo e sem esquecer de estar atento aos detalhes, embarcamos em uma história que envolve falsos rituais ligadas a um culto que personifica um conjunto de religiões decifráveis, chegando até as consequências que atingem toda uma família. O foco é no pastor – também pai -, uma figura que comete, frequentemente, deslizes morais e comportamentos suspeitos. No centro das atenções do lugar onde exerce sua função, estão possessões feitas por um alguém bem próximo dele. Porém, quando uma entidade real toma conta do local em uma dessas sessões, o caos é...
Em apenas 15 minutos de simbolismos artísticos e metáforas existenciais, um curioso filme exibido na segunda noite de mostra competitiva do CinePE 2026 me deixou intrigado em decifrar suas questões. Dormi pensando na obra, separei alguns temas que a obra sugere em meu modesto caderninho que sempre levo comigo, e acordei pronto pra me deliciar com as respostas que começava a encontrar. Em um primeiro momento, o universo surrealista que se apresenta no curta-metragem pernambucano Magritte circula a obra do pintor belga René Magritte, intrigando quem não tem proximidade com seu trabalho, mas não nos afastando quem pouco ouviu falar. Na verdade, é um convite. Um chamado para refletir sobre o quão caótico pode ser a monotonia no lado profissional, principalmente quando fica evidente uma exploração, algo que reflete nos laços sociais. A trama acompanha um homem enfaixado com uma rotina entediante, passando praticamente todo seu tempo dedicado ao trabalho. Um dia, ele se vê em conf...