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Crítica do filme: 'Caçadores de Emoção' (2016)



Dirigido pelo cineasta Ericson Core, o remake do clássico de Bigelow, Caçadores de Emoção é mais um daqueles filmes, oriundos de outro, que nunca deveriam ter saído da imaginação do roteirista. Com uma trama nada envolvente, atuações pífias (extremamente forçadas) e uma direção que mais parece querer criar vários clipes de músicas agitadas da MTV, o projeto nem de longe é a homenagem que a galera de Keanu Reeves e Patrick Swayze merecia por ter marcado todo uma geração com o primeiro original.

Na trama, conhecemos o ex-perito em esportes radicais Utah (Luke Bracey), que agora é agente do FBI, que descobre uma quadrilha especializada em esportes radicais que não obedece a lei. Sendo assim, pede permissão para se infiltrar como agente disfarçado nessa quadrilha e assim acaba conhecendo o líder do bando Bodhi (Edgar Ramirez), um homem cheio de inconsequências nas ações que busca percorrer 7 desafios que ninguém nunca conseguiu. 

Esse remake muito se diferencia do filme original. Alguns rasos paralelos como os nomes dos personagens, uma leve lembranças ao clássicos assaltos a banco com rostos de ex-presidentes norte-americanos, são o que encontramos à vista grossa de semelhança. Tudo é muito diferente. O roteiro não consegue ter o brilho que o primeiro tinha. A direção não chega aos pés, nem à criatividade, que Bigelow conseguiu no primeiro filme. A dupla de protagonista deste...melhor nem comentar. Inventar um universo em cima de outro universo precisa ser um trabalho quase que perfeito para que tenha alguma chance de sucesso no mundo mágico do cinema. Obviamente, Caçadores de Emoções do ano de 2016 não consegue isso.

Em vez de cuidar com carinho do lado emocional dos personagens e tentar passar um pouco de emoção ao público, o diretor optou por focar nas cenas de ação e adrenalina que mais parecem clipes de esportes radicais.  

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