quinta-feira, 10 de maio de 2012

Crítica do filme: 'Piratas Pirados'


A melhor coisa de ser um pirata é procurar uma aventura. Dirigido pelo inglês Peter Lord ("A Fuga Das Galinhas"), “Piratas Pirados” tem o plano de fundo nas ruas repletas de neblina da “Londres Vitoriana” contando a saga de um capitão pirata e sua banheira velha em busca de prêmio quase impossível. Entre uma e outra aventura, tenta brincar com a história mas acaba deixando o público aos poucos caindo na sonolência.

Na trama, somos apresentados ao excêntrico Capitão Pirata. Com uma tripulação atrapalhada ao seu lado, embarca em uma aventura para conseguir conquistar o cobiçado prêmio: “Pirata do Ano”. Para isso, o carismático barbudo tem que enfrentar inimigos de profissão, uma rainha impiedosa com a classe pirata, Charles Darwin (sim, ele mesmo) e muitos outros obstáculos. Os personagens, que até parecem terem sido feitos de massinha, tentam agradar o público com jeitos peculiares que buscam fugir do comum a qualquer preço, o que deixa tudo muito chatinho e bobo demais (por mais que seja um filme voltado para a criançada).

Passando pela história das origens das espécies, o saudoso Charles Darwin dá o ar de sua graça e acaba ocupando um papel estranho na animação, um dos vilões da história. É um Darwin diferente, obscuro, que deixará muita gente com conclusões estranhas sobre o jeito (de mentirinha) do cientista. Quem também tem uma rápida participação é a inglesa Jane Austen. O que será que a talentosa escritora acharia dessa participação?

Uma coisa fica evidente e muito esquisita logo no início da projeção, uma palavra fica em destaque nas falas, (traduzidas, já que a cabine/pré-estréia que os jornalistas cariocas foram tiveram apenas cópias dubladas) “Surrupiar”, uma palavrinha complicada para as crianças entenderem já que tem muito adulto que nem sabe o que significa. Será que não poderíamos ter feito uma tradução mais trivial?

Os mestres do disfarce, que se camuflam de cientistas e bandeirantes rapidamente vão perdendo o brilho e o entusiasmo em uma produção que tinha tudo para dar certo mas acaba naufragando. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Crítica do filme: 'Elevator'


Já pensou em ficar preso com pessoas desconhecidas em um lugar que é o terror dos claustrofóbicos? Com um roteiro de Marc Rosenberg (que assinou também o roteiro do razoável longa "Um Verão Para Toda Vida"), “Elevator”, é um suspense com apenas (ou quase) um cenário onde quem comanda o andamento são os personagens. A história é esquecida (não sei se foi uma tática isso) em alguns momentos de clímax o que prejudica muito o olhar do cinéfilo, que se sente perdido. Para a história conseguir ser interessante, os personagens tentam ser a chave principal de interação com o público. O filme quase consegue essa aproximação, possui bons e terríveis momentos nesse aspecto.

Na trama, nove estranhos ficam presos em um elevador de Wall Street quando estavam chegando em uma festa de um empresário milionário. Conforme os minutos vão passando vamos conhecendo um pouco cada uma daquelas almas presentes no cubículo: o dono da festa (o milionário já mencionado), a neta deste último (que apronta muito dentro do elevador), uma senhora que se diz investidora, um segurança muçulmano, um comediante judeu claustrofóbico, uma repórter famosa (sempre tem que ter uma repórter, vocês já perceberam isso?), o namorado dessa repórter que trabalha no prédio, um simpático funcionário que tenta acalmar sempre a todos e uma linda mulher grávida. Após um ataque de pânico e um ataque cardíaco descobre-se que um deles tem uma bomba e agora eles farão qualquer coisa para sobreviver.

Quando o roteiro tenta cruzar as histórias, acaba caindo na armadilha do estereótipo. Judeu com muçulmano, empregado com empregador, triângulo amoroso, traição no trabalho... Tudo que já vimos em outros verões, cadê a originalidade? O filme não assusta quando tem que assustar, tem piadas sem graças e diálogos que não se encaixam.

“Elevator” lembra muito o filme “Demônio” (história criada pelo indiano M. Night Shyamalan), porém, não consegue criar o clima necessário, como esse último pelo menos tentou. A fita é dirigida pelo norueguês Stig Svendsen que tenta fazer um feijão com arroz e deixar tudo nas mãos dos artistas em cena, não vemos movimentos de câmera que influenciem as sequências nem que criem tensão para o que vemos na tela. Ajudaria muito se a direção tentasse inovar um pouquinho.

Mesmo com todos os ‘poréns’ o filme poderia ter decolado mas o desfecho destrói qualquer tentativa de dar uma qualidade e originalidade à essa história.  Previsível como o pãozinho francês da padaria.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Crítica do filme: 'Conspiração Americana'


Em tempos de guerra, a lei fica em silêncio. Situado em 1865 e dirigido por Robert Redford, “Conspiração Americana”, é um longa que fala sobre justiça, o direito e a constituição americana em seus primórdios. Após a morte de Abraham um “caça às bruxas” vem como conseqüência, chegando a alguns nomes como culpados por tal ato. No elenco, muitos rostos conhecidos do mundo das séries e do cinema que ao longo de quase duas horas de fita ajudam a contar essa interessante história.

Na trama, o presidente Abraham Lincoln sofre um ataque mortal de rebeldes, sete homens e uma mulher são presos e acusados por essa conspiração para matar o Presidente, Vice-Presidente e Secretário de Estado. Mary Surratt é proprietária de uma casa, onde os rebeldes se reuniram e planejaram os ataques aos políticos. Frederick Aiken, um bravo herói de guerra, concorda (a princípio relutante) em defender Surratt perante o tribunal. Aos poucos, o jovem advogado percebe que sua cliente pode ser inocente e que está sendo usada como isca, a fim de capturar um dos conspiradores próximo a ela. Não é justiça que muitos buscam, é vingança. Longe dos tribunais, uma batalha política tenta resolver a situação de maneira rápida e inconstitucional. As leis dos homens são mostradas superiores à leis criadas, é um debate recheado de injustiças e conseqüências para muitos dos envolvidos. Kevin Kline e Tom Wilkinson desenvolvem ótimas sequências nesses entraves.

Em um país com medo, abandonar a constituição criada não é a resposta. Seguindo esse lema, um jovem e valente capitão, prestes a se ‘aposentar’ da vida nas guerras, recebe essa árdua missão de defender uma mulher da acusação de conspirar contra o assassinato do presidente em exercício. Culpada previamente pela opinião pública sua única esperança é esse capitão condecorado que acredita na constituição, onde todos têm o direito a uma defesa. A relação do jovem advogado com sua cliente é parecida com a de mãe e filho. Quando o Sr. Aiken passa a acreditar 100% na inocência (ou pelo menos na não culpa) de sua cliente, vemos uma luta contra tudo e todos para mostrar a verdadeira história no tribunal.

Muito bem ambientado e com uma ótima condução de Redford, “Conspiração Americana” é um filme obrigatório para os estudantes de direito e uma boa opção para você conferir quando estrear em nossas salas de cinema. Não perca esse duelo de tribunal.

sábado, 28 de abril de 2012

Crítica do filme: 'Anjos da Lei'


Policiais disfarçados, situações engraçadas e muitos exageros. Dirigido pela dupla Phil Lord, Chris Miller,Anjos da Lei”, é uma adaptação cinematográfica da série de televisão homônima que consagrou, o hoje astro, Johnny Depp. Estreado por Jonah Hill e Channing Tatum (que lança um longa atrás do outro), o filme tira algumas risadas, mescla, piadas bobinhas com sacadas inteligentes. Diverte mas falta consistência.

Nessa comédia, Schmidt (Hill) e Jenko (Tatum) se conhecem no colegial, ainda jovens, um muito popular e outro totalmente derrotado pelo bullying do dia-a-dia. O tempo passa e se reencontram em um lugar inusitado, se tornam parceiros durante a Academia de Polícia. Como dupla eles tentam se completar mas não são bons policiais, longe disso. Após mais um fracasso em uma tentativa de prisão, são mandados para a unidade secreta chamada ‘21 Jump Street’, coordenada pelo Capitão Dickson (Ice Cube) que pretende prender uma rede de traficantes de drogas que habitam em uma ‘high school’ americana. Assim, eles trocam suas armas e distintivos por mochilas e usam sua aparência jovem para ficarem à paisana, ou pelo menos tentam.

O roteiro é exagerado, ao mesmo tempo tenta ser seguido pelo pessoal em cena. Algumas partes incomodam com a falta de criatividade nos diálogos e uma condução de câmera peculiar nas cenas de ação. O anticlímax nas sequencias de perseguição acaba tirando o foco da situação criada, acontece mais de uma vez durante a fita, o que incomoda o espectador.

Quando os protagonistas precisam voltar à adolescência, os papéis se invertem. Quem era fracassado anteriormente tenta ser o “Popular” e quem era o popular tenta se entender com os nerds do grupo de química. Aos poucos novas amizades vão sendo criadas, afastando os dois amigos. Há um envolvimento profundo, com a situação, de uma das partes, o que atrapalha a dupla na investigação. Lutando contra traficantes caolhas motoqueiros, professoras taradas, os tiras encaram muitos adversários até chegarem em um pequeno mistério, que se instaura para sabermos, quem é o fornecedor.

Um grande ator conhecido aparece de surpresa, disfarçado, como já fizera brilhantemente em outro filme, “Donnie Brasco”. No começo da fita, Channing Tatum parece o ator que fez o vilão de “Um Tira no Jardim de Infância”, Richard Tyson, quem foge da história e põe a memória cinéfila para funcionar pena logo nisso.

Pode ser divertido para que curte longas do gênero. Tem uma deixa enorme para um segundo filme em seu desfecho. Longe de ser a melhor comédia do ano, gera certa expectativa, o que prejudica. É aquele avião que está com tudo pronto para voar mas falta alguma coisa para decolar.  

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Crítica do filme: 'Um Homem de Sorte'


Quem nunca sonhou em ir atrás do seu destino? Em mais uma adaptação para o cinema de uma obra do escritor Nicholas Sparks, dessa vez, temos a busca do protagonista por um caminho, um lugar. Dirigido pelo cineasta africano Scott Hicks,Um Homem de Sorte”, tem intensos clichês que são inclusos na falta de “alma” ao sentimento verossímil dos personagens.

Na trama, que começa ao melhor estilo “Falcão Negro em Perigo”, um fuzileiro naval (Zac Efron) chamado Logan, após alguns incidentes trágicos em batalhas, viaja para casa depois de cumprir seu tempo de serviço no Iraque. Totalmente abalado pelo ocorrido, resolve viajar (a pé, diga-se de passagem) até a cidade onde vive uma mulher desconhecida (Taylor Schilling) que ele acredita ser seu amuleto de sorte durante sua passagem pela guerra. Assim, o protagonista acaba se envolvendo com a moça, o que deixa o ex-marido dela bastante furioso. A revelação da obra do destino mexe com todos, reproduzindo um novo capítulo nessa história.

O longa não foca no triângulo amoroso formado. A mulher aterrorizada pelo ex-marido com um ‘network afiado’ e deveras violento que a ameaça com a possibilidade de pedir a guarda do filho deles a todo instante. E como quase todo filme tem que ter um vilão, o papel do mesmo é muito bem definido nas sequências, o ex-marido irritadinho do novo amor do protagonista. Já sabemos como começam e terminam as histórias de Sparks, não há muito mais surpresas nas tramas sofridas, com alta carga emocional envolvida.

O papel principal, do fuzileiro naval de 25 anos, fica com o jovem Zac Efron. Seu personagem tenta responder a questão: “Porque tantos morreram e ele sobreviveu a guerra?”. Logan é triste, com um olhar deprimido que após sair do exército vai de encontro ao anjo que achou em meio ao inferno de uma guerra. 
Tem uma peculiaridade, gosta de andar (e faz isso o filme todo), assim, chega ao seu destino. Zac, às vezes, parece robótico e apenas em alguns lampejos chega ao ápice com seu personagem. É válida a tentativa do artista californiano ao pegar um papel muito profundo, só assim poderá fugir do rótulo daquele famoso musical adolescente de que fez parte.

É o tipo de trabalho que muitos vão gostar, por isso, para você que curte histórias triviais de amor e eternos clichês do gênero, vá conferir e tire suas próprias conclusões. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Crítica do filme "Paraísos Artificiais"


A gente é o que a gente sente. Seguindo esse lema, o diretor Marcos Prado (diretor do excelente “Estamira”) chega aos cinemas com seu novo trabalho “Paraísos Artificiais”. Entre uma e outra viagem psicodélica, os personagens viajam de Amsterdam ao nordeste do país ao som da música eletrônica. Com algumas cenas calientes, há uma entrega muito grande de Nathalia Dill, Luca Bianchi e Lívia de Bueno para com seus personagens e a história em si. A crítica negativa vai para a montagem, há muita informação nos 15 minutos iniciais, quando o espectador percebe tenta se acostumar com a não linearidade que acompanha a trama até o seu desfecho.

Na trama, percorremos o mundo das ‘raves’, enormes festivais de arte e cultura alternativa com o background sonoro de música eletrônica. Assim conhecemos o trio formado por Nathalia Dill (que encarna sua primeira protagonista no cinema) e sua Érika, que sonha em um dia ser uma bem-sucedida DJ internacional. A bela Lívia de Bueno, intérprete da apaixonada e inconsequente Lara e o mais protagonista de todos, Nando, um rapaz que sofre as consequências de um ato infeliz em uma viagem, interpretado por Luca Bianchi. Os três vivem experiências sensoriais (no sentido das drogas mesmo) intensas que trazem enormes consequências para o resto de suas vidas, como prisão, relacionamentos não aproveitados e uma surpresa que o destino apronta.

Olhar as estrelas no céu, sentir a alucinação ao extremo, ver o pôr do sol, tudo isso tem muito significado para aqueles jovens aventureiros. Tecno music, Disk Jóquei, inúmeras drogas, muita gente não conhece, não entende sobre o que o universo desse filme fala. O “Ping Pong” na linha temporal só tem a conclusão de que o destino está em todo lugar. A não linearidade compromete o longa em alguns momentos, a montagem ficou esquisita, não dá o ritmo necessário para sustentar a história. Quem consegue achar atrativo o modo como foi montado esse filme se sente mais próximo da história, é uma questão deveras pessoal. Para os que se afastarem da história (Quando a memória cinéfila desperta), irão haver semelhanças ou lampejos de “Réquiem para um Sonho”.

Amizades são quebradas, vícios de drogas, novos raciocínios surgem após o encontro com a consequência. A relação entre os irmãos (Nando e Lipe) é muito afetada após a morte do pai, é um dos núcleos mais sólidos da trama, mais fica um pouco para trás por conta das outras histórias que o filme conta. O ator que faz Lipe (irmão do protagonista), César Cardadeiro, é talentoso, transforma o seu personagem coadjuvante em um dos melhores e necessários papéis para o filme.

Com um final sugestivo, “Paraísos Artificiais”, é um longa que quando foca na fuga do mundo imprevisível das drogas e nas escolhas do passado que atormentam o protagonista se torna muito interessante e por isso merece ser conferido. Veja e tire suas conclusões. Viva o cinema nacional!

Crítica do filme: 'Os 3'


Até onde se sustenta uma amizade? O novo trabalho do diretor Nando Olival (que dirigiu o famoso curta “Eduardo e Monica – O Filme”, que foi usado em uma campanha publicitária de telefonia) fala sobre juventude, amizade, desejos, privacidade e Reality Shows. A proposta de“Os 3” é interessante mas poderia ir mais profundo em alguns assuntos, fica superficial em muitos momentos o que não chega a mexer tanto com o público que acompanha fielmente o desfecho simples que a trama tem.

Na trama, somos rapidamente apresentados a três jovens que chegam de diferentes partes do país para ir para a faculdade na cidade de São Paulo. Em seu primeiro dia na grande metrópole, vão a uma festa e após um inusitado encontro no banheiro, uma estranha atração os une. Pegando carona em um fusquinha de um deles, resolvem alugar um apartamento e começar a viver juntos num lugar próximo à faculdade. Após quatro anos de um relacionamento intenso, com um certo ar de desejo, cada um deles percebe que a separação é iminente. Porém, quando apresentam o trabalho de conclusão de um curso, recebem uma proposta inusitada de transformar suas vidas (e isso, diga-se, suas rotinas) em um reality show, mudando de vez aqueles amigos para sempre.

Um trio de amigos, muito unidos que são conhecidos pelos colegas de faculdade com “Os 3”. Nesse triângulo, vemos claramente que os dois jovens amam a única menina dessa forma geométrica criada, o que gera sentimentos complicados que ficam cada dia que passa mais difíceis de segurar. A amizade desses amigos é inocente e ao mesmo tempo dependente, isso é demonstrado quando uma das partes rompe essa corrente deixando abalada a estrutura (elo) criada.

O filme tem uma proposta interessante que é de brincar com aquelas personalidades dos protagonistas, induzindo-os à um reality show e toda a confusão que dá quando o verdadeiro tenta aparecer em meio às ações de fantoches criadas. Os sentimentos reprimidos (ou escondidos) ganham força e coragem mexendo com todos os envolvidos.

Não é um dos melhores filmes que já fizemos, como mencionado, faltou profundidade (e duração, tem menos de 80 minutos) à fita mas vale a pena conferir!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Top 5 - Kate Winslet


Kate Elizabeth Winslet nasceu na Inglaterra em meados da década de 70. A excepcional artista tornou-se conhecida do grande público ao interpretar a personagem Rose na mega produção de James Cameron, “Titanic”, mas antes disso (e depois também, claro) já brilhava nos palcos ingleses e em outros ótimos filmes de grandes diretores. 

O mundo das artes sempre esteve envolto à Kate, seus avós eram administradores de um teatro na Inglaterra e seus pais eram atores, assim como não poderia ser diferente, desde pequena já subia ao palco para se apresentar. Antes dos 15 anos, Kate já estava estudando teatro em uma das escolas mais caras da região onde vivia, um saudoso presente da sua querida avó.
Como muitos atores de sua geração, começou na televisão fazendo pontas em alguns comerciais mas logo depois voltou aos palcos onde fez inúmeras peças e que com certeza a ajudaram a ter uma técnica bastante apurada em cena.

Sua estréia nos cinemas foi no sensacional “Almas Gêmeas” do diretor da saga “Senhor dos Anéis”, Peter Jackson. Venceu pouco mais de 170 atrizes e conseguiu o papel. Todo o esforço valeu muito a pena, sua atuação é maravilhosa sendo elogiada por público e crítica. Com o sucesso nas mãos, quase põe tudo a perder no terrível filme “Um Garoto na Corte do Rei Arthur”. Mas foi apenas uma má escolha. Algum tempo depois, Kate é chamada por Emma Thompson para interpretar a complicada Marianne em “Razão e Sensibilidade”, filme que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar.

Com o sucesso meteórico, a artista inglesa idolatrada pelos cinéfilos de todo o planeta não sabia mas estava prestes a subir mais uma vez de patamar ao conseguir o papel de Rose no filme “Titanic”.  Com o imenso sucesso que o filme fez, Kate se tornou uma das mais queridas e requisitadas atrizes de Hollywood, fato que dura até hoje.

Os 5 melhores de Kate Winslet

O Leitor - Pecados Íntimos - Razão e Sensibilidade - Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças - Almas Gêmeas


5+ O Leitor (“The Reader”, 2008) de Stephen Daldry
Nesse emocionante filme de pouco mais de duas horas, Kate Winslet, domina sua personagem do início ao fim passando ao público todo o drama e emoção daquela figura massacrada pela sociedade. Um dos grandes trabalhos (talvez a melhor atuação de Kate Winslet na carreira) do diretor Stephen Daldry. O longa mereceu todos os prêmios ganhos.

4+ Pecados Íntimos (“Little Children”, 2006) de Todd Field
Falando sobre traição e a conseqüências desse ato, o trabalho do diretor Todd Field, “Pecados Íntimos” é um retrato tenso e comovente sobre a sociedade e as possibilidades de escolha de qualquer pessoa. Nesse filme descobrimos o talento do bom ator, às vezes subestimado, Patrick Wilson que tem sequências excelentes ao lado de Kate Winslet.  

3+ Razão e Sensibilidade (“Sense and Sensibility”, 1995) de Ang Lee
Dirigida pelo cineasta chinês Ang Lee, Kate Winslet, mostrou que sabe fazer filmes de época muito bem, no longa “Razão e Sensibilidade”. Ao lado de grandes nomes do cinema britânico, como: Emma Thompson, Hugh Grant, Alan Rickman, Immelda Staunton e Hugh Laurie ( Sim, o “House”) a ganhadora do Oscar usa e abusa de seu carisma em cena, transformando o filme em um dos melhores trabalhos de sua gloriosa carreira.

2+ Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (“Eternal Sunshine of the Spotless Mind”, 2004) de Michel Gondry
Um dos maiores sucessos da carreira da talentosa atriz é sem dúvidas esse filme de meados de 2004, “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. O filme, que mostra o talento de Jim Carrey em longas de drama, fala sobre amor, memórias, perdas e consegue se conectar com muitos cinéfilos com uma história muito emocionante brilhantemente interpretada pela dupla de protagonistas. Um filme necessário em qualquer cabeceira.

1+ Almas Gêmeas (“Heavenly Creatures”, 1994) de Peter Jackson
Um dos primeiros grandes trabalhos de Kate nas telonas, “Almas Gêmeas”, conta a história de duas garotas extremamente ligadas que após uma abrupta separação resolvem se vingar. Um filme extremamente intenso, que de drama vira thriller deixando o espectador pasmo com as maravilhosas atuações em cena.



Os 5 piores de Kate Winslet

Enigma - Fogo Sagrado - O Expresso de Marrakesh - Jude – Paixão Proibida - Um Garoto na Corte do Rei Arthur


5- Enigma (“Enigma”, 2001) de Michael Apted
Um thriller que tinha tudo para dar certo, dependeria de um roteiro ao menos que se encaixasse e de boas atuações. Parte disso acontece, parte disso não acontece. É uma das atuações mais fracas da Srta. Winslet no mundo cinematográfico.

4 - Fogo Sagrado (“Holy Smoke”, 1999) de Jane Campion
“Fogo Sagrado” é uma mistura de drama e comédia onde Kate Winslet atua ao lado do experiente ator Harvey Keitel. O roteiro deixa um pouco a desejar e a dupla protagonista não parece ter a harmonia (juntos) necessária para seus personagens brilharem em cena.

3- O Expresso de Marrakesh (“Hideous Kinky”, 1998) de Gillies Mackinnon
Em “O Expresso de Marrakesh”, Kate Winslet interpreta uma mãe que parte ao lado de suas duas filhas para o Marrocos e tem sua trajetória contada pela ótica de uma delas. É um filme que você ama ou odeia, não tem jeito. Algumas pessoas vão se identificar com a história de Julia (personagem principal) outras não. O interessante sobre esse filme é que foi baseado em um romance de uma das netas de Freud, Esther Freud

2- Jude – Paixão Proibida (“Jude”, 1996) de Michael Winterbottom
O longa inglês “Jude – Paixão Proibida” não é um filme ruim mas tem algumas partes muito sonolentas que distanciam o espectador da história, além de ter algumas específicas atuações bem fracas. Vamos apenas dizer que não é um dos melhores trabalhos da nossa homenageada desse Top 5.

1- Um Garoto na Corte do Rei Arthur (“A Kid in King Arthur’s Court”, 1995) de Michael Gottlieb
No começo da carreira a gente sofre não é mesmo? Excelentes atores pegam papéis que estão longe de serem o melhor filme do mundo. Essa é a relação de Kate Winslet com esse filme dirigido por Michael Gottlieb.


Menção Honrosa ou Horrorosa: Kate Winslet, após o sucesso em “Titanic”, voltou a trabalhar com Leonardo DiCaprio no excelente “Foi Apenas um Sonho”, um filme que foi muito pouco falado (não entendemos bem o motivo) na época e que possui atuações maravilhosas dos ótimos artistas. Algum tempo antes, Kate, atuou com Johnny Depp no simpático “Em Busca da Terra do Nunca”.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Crítica do filme: 'Slovenian Girl'


A história não é original, garota de programa que esconde de tudo e todos como gera dinheiro no seu dia-a-dia. O grande trunfo do longa do cineasta esloveno Damjan Kozole está na personagem que é muito profunda (entra até em depressão) por fazer uso dessa profissão e conta com uma inspirada atuação da atriz que faz a protagonista.

Na trama conhecemos Alexandra, uma aluna de uma pequena cidade no interior da Eslovênia. Estudante dedicada ocupa parte do seu tempo com estudos de Inglês, em Liubliana, na capital da Eslovênia. Idealista, busca sua liberdade tanto financeira como pessoal, e no tempo livre, acaba trabalhando como prostituta para altos figurões da cena política da região. Assim, sua vida está indo para onde ela quer (ou não), para onde o vento sopra ela está indo. Até que um dia, uma morte acidental acontece com um dos seus clientes, após o mesmo ingerir dois comprimidos seguidos daquele famoso remedinho azul. Como foi a última pessoa a vê-lo com vida, Alexandra tem sua vida revirada e a imprensa começa a expor seu ‘codinome’ levando à conflitos internos e externos.

O filme retrata as facetas de uma jovem que precisa esconder a polêmica profissão que pratica, seu pai toma papel importante na história quando percebe que algo de errado está acontecendo. Nesses aspectos, o longa analisa a personalidade forte da protagonista em diferentes situações e o seu relacionamento com muitos personagens, há uma entrega muito grande da atriz Nina Ivanisin que tenta flutuar nessas individualidades que cercam a alma da jovem, há uma luta com sentimentos recém-descobertos como: medo, solidão e a depressão.

Brigando contra cafetões, indefinições amorosas com um amigo apaixonado, dificuldades nos estudos, sonho de ter uma moradia própria, a fita flexiona bons momentos quando tende ao lado do drama. Logo que, o longa esloveno tenta fugir desse gênero, vira uma espécie de thriller, em um momento específico, onde não há continuidade nessa proposta deixando um pouco confuso o espectador.  É como se um trem saísse do trilho por alguns minutos e conseguisse voltar.

Para quem curte aqueles filmes cabeça, com uma temática bem profunda, é um prato cheio. O filme é do ano de 2009 e estreia em nossas salas no próximo dia 27 de abril. Vale a pena dar uma conferida na saga dessa jovem em busca de liberdade.