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Crítica do filme: 'O Sal da Terra'



Cada um molda sua forma de ver o mundo de acordo com tudo que já viveu. O documentário que abre o Festival do RJ 2014, é uma junção entre cinema e fotografia, algo único para todos os amantes de qualquer arte. O Sal da Terra, título maravilhoso diga-se de passagem, conta a história de um brasileiro com um olhar único sobre o mundo que estudou e vive. Dirigido por Juliano Salgado (filho do protagonista) e pelo genial cineasta Wim Wenders, o documentário promete ganhar milhares de fãs mundo à fora e definitivamente trazer a luz o nome do espetacular ser humano que é Sebastião Salgado.  

Nesse impactante documentário, somos teletransportados para as lentes de um dos maiores fotógrafos do planeta, o brasileiro Sebastião Salgado. Ao longo dos últimos anos, Salgado viajou o mundo registrando dramas, emoções e apresentando para quem quisesse ver muitos problemas ao redor da Terra. Por meio de fotos instigantes, somos testemunhas de um registro único de um ser humano pra lá de especial. Sua história, começou em uma cidade do interior do Brasil chamada Aimorés, único irmão entre sete irmãs, Tião, como carinhosamente é mencionado vários vezes no filme pelo seu pai, mostra ao público como a fotografia é explicada como um alguém que escreve em luz.

Cada foto, uma história diferente. Os relatos calorosos cheios de carinho e emoção dão um significado para cada imagem que passa como se fosse um lindo carrossel na telona do cinema. O espectador se sente em um magnífico tour em uma galeria mágica com retratos, paisagens e exposições que atingem em cheio nossas emoções. O tom em preto e branco, oriundo de muitos cliques do famoso, e ex-economista, personagem principal dão um toque de perplexidade a tudo que conferimos na telona.

O Sal da Terra tudo mais é que a história do mundo por um brasileiro que conheceu o mundo. Cada depoimento tem um clima de emoção que transporta para as cadeiras dos sortudos que puderem conferir esse trabalho no cinema. Emocionante também é a narração e depoimento do grande cineasta Wim Wenders, que muitas vezes se rende em falas emocionadas ao grande protagonista desse seu novo filme. Na conclusão, podemos cravar com toda nossa emoção que viver é descobrir pessoas, afinal: as pessoas são o sal da terra! Bravo!

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