segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Crítica do filme: 'The Gift' (O Presente)



O mistério gera curiosidade, e essa, é a base do desejo humano para compreender. Primeiro longa-metragem dirigido pelo também ator australiano Joel Edgerton (Warriors), The Gift é quase um thriller, quase um suspense psicológico e quase um filme bom. A fita, que estreou nos Estados Unidos em agosto deste ano, fala sobre ganância, mentira e o quão longe um ser humano pode chegar para fazer o que é o ‘certo’, segundo o que pensa. O narcisismo detalhado, principalmente em um dos protagonistas, faz um paralelo com um problema bem complicado que acontece diariamente em algumas escolas, o bullying. 

Em The Gift, o casal Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall) se mudam para uma nova cidade por conta de uma nova oportunidade de emprego do primeiro. Logo após a chegada dos pombinhos à sua nova casa, um misterioso homem chamado Gordo (Joel Edgerton) aparece na vida deles dizendo ser um antigo amigo de infância de Simon. A partir disso, percebe-se que Gordo possui segredos sobre o passado de Simon, e Robyn tenta decifrar esse misterioso quebra-cabeça que aos poucos vai se instaurando.

A trama se desenvolve a partir das desconfianças da esposa em relação a seu marido. Mas por incrível que pareça, Robyn é o elemento menos desenvolvido da trama, o que obviamente é uma falha séria. Não conseguimos decifrar a personagem em relação a seu passado complicado onde usava remédios controlados. Sua contribuição dentro da trama são somente reflexos do medo que sente por toda a situação que ela e o marido acabam se colocando. Muito pouco para ajudar a excelente Rebecca Hall a impor sua personagem dentro da trama.

A boa interpretação de Jason Bateman (ator que encontramos em vários filmes fracos de comédia) surpreende, consegue deixar seu personagem o mais enigmático possível. Os olhos do público voltam-se para Simon a todo instante. Pena que a história deste protagonista, acaba decepcionando, principalmente por conta de um desfecho morno que nem de longe está à altura da história que foi construída até o ato final.

The Gift ainda não tem previsão de estreia no Brasil, provavelmente chegará por aqui e irá direto para as locadoras. Não deve gerar muita ansiedade, é um filme um pouco parecido com muitos outros do gênero. Tinha potencial mas a execução da história não foi a ideal para conseguir atenção total dos nossos olhos cinéfilos.

8 comentários:

  1. concordei interamente com vc!!! filme tinha potencial, porém não vingou...

    ResponderExcluir
  2. Esse filme é uma bosta! O assassino americano de de dez a zero. Odiei

    ResponderExcluir
  3. Esse filme é uma bosta! O assassino americano de de dez a zero. Odiei

    ResponderExcluir
  4. ...sem final...espera espera e simplesmente acaba...ruim...mas teve tudo p ser espetacular

    ResponderExcluir
  5. Só queria saber, de quem era o filho! ����

    ResponderExcluir
  6. Eu gostei do filme, pois foge do clichê e nos trás para situações da vida, onde nos encontramos sem saída e sem respostas, e muitas vezes por consequência de nossos próprios atos. Acho que a ideia do filme não era desvendar a questão do pai, e sim mostrar até onde o ser humano chega e até onde nossas decisões são éticas ou não. Não é um ótimo filme, mas eu não me arrependo nada de ter assistido.

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. Acredito que a intenção do filme tenha sido exatamente criar essas dúvida, deixar algo no ar... Pode ser que o Gordon na verdade só tenha dado as oportunidades pro Simon se arruinar sozinho, mostrando a maldade que há intrínseca a ele. Tanto que em diversos momentos há citações no sentido de que "quem é mal enxerga a maldade nos outros, sem que ao menos ela exista"... Vale lembrar que nenhum dos presentes do Gordon foi realmente ofensivo, mas sempre acabava criando uma situação ruim pro casal, pela proporção que eles deixavam aquilo tomar.

    ResponderExcluir