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Crítica do filme: 'Flocken'

Dirigido pela cineasta sueca Beata Gårdeler, o longa metragem Flocken, Urso de Cristal no Festival de Berlim de 2015, conta uma forte e bastante dramática trama onde a verdade vale menos que a força de uma família em uma comunidade. Com semelhanças com o sensacional filme dinamarquês A Caça, do dinamarquês Thomas Vinterberg, Flocken possui uma narrativa densa e com altas cargas dramáticas ao longo de seus fortes diálogos e acontecimentos. Destaque para a boa atuação da estreante em longas metragens Fatime Azemi que faz a protagonista do filme.

Na trama, conhecemos a jovem Jennifer (Fatime Azemi), uma estudante do ensino médio que após uma festa no vilarejo onde vive denuncia que foi abusada por um jovem de sua idade chamado Alex (John Risto), filho de uma influente família da região. Assim que todos na comunidade onde vivem ficam sabendo da denúncia, Jennifer vira a vilã da história pois todos acreditam que Alex nunca poderia ter cometido uma violência desse tamanho. Assim, ao longo de todo o processo de denúncia, Jennifer e sua família sofrerão dolorosamente punições da comunidade onde sempre viveram.

A trama é bem objetiva, foca e se mantém no clímax do processo de denúncia da jovem sobre o ocorrido. Os detalhes deixados para o público vão aos poucos se complementando, principalmente nas atitudes do personagem Alex e de sua mãe Susanne (interpretado pela ótima Eva Melander). A família de Jennifer também é bem explorada, do meio pra frente da fita sua mãe começa a ter papel importante dentro da história, além de ser uma das que mais sofre com o preconceito da cidade contra sua família por conta da denúncia. É um trabalho bem competente de Gårdeler na direção, consegue ao longo de toda a trama explorar toda uma comunidade que se envolve com o caso e que nunca parou para explorar os fatos e acreditar que na verdade quem é o vilão é Alex e não Jennifer.


Esse bom filme infelizmente não ganhou chances em nosso circuito, se você tiver a chance de conferir, não perca.

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