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Crítica do filme - 'Flor de Neve e o Leque Secreto'

Entre castigos, compromissos, leques mensageiros e gratidão, o diretor chinês radicado nos Estados Unidos Wayne Wang (“O Clube da Felicidade e da Sorte”) conta a história de Sophia e Nina, duas jovens que possuem uma amizade muito forte que acaba sendo o tema central da trama. ‘Flor de Neve e o Leque Secreto’ tem o roteiro picotado em várias épocas mostrando ao espectador simbolismos em prol da benevolência. A trilha é muito interessante e se encaixa bem nas sequências.

Na trama, que é ambientada no século 19 na China (em muitos momentos) é centrada na amizade ao longo do tempo entre duas meninas que desenvolvem, a partir da apresentação do mesmo por uma conhecida de ambas, o seu próprio código secreto (laotong) como uma forma de lidar com os obstáculos vividos por elas e em alguns momentos pelas rígidas regras  culturais impostas às mulheres.

A história começa com um acidente logo no início e voltamos ao passado logo nas cenas seguintes para entender o que ocorrera até ali. Sophia veio da Coréia e sempre teve a vida conturbada por morar longe de sua terra, fala chinês com dificuldade e tem poucas ambições na vida, já Nina é uma jovem esforçada que vem de família humilde (seus pais se esforçam para pagar seus estudos nos melhores colégios) e tem um futuro brilhante pela frente. Um dia resolvem ser irmãs juradas (laotong) votos eternos de amizade entre duas jovens e passam a enfrentar todos os obstáculos da difícil vida na China juntas.

Costumes, crenças locais, o filme toca em pontos culturais da região mostrada sempre com uma dose de ficção. Entre um drama e outro, o espectador toma um susto com o aparecimento do ator Hugh Jackman cantando em inglês e em chinês, na pele de um empresário australiano do ramo de casas noturnas mundo à fora. O eterno Wolverine interpreta Arthur, que é apaixonado por Sophia desde o primeiro dia que a viu.

Alguns podem se distanciar da trama por se tratar de costumes pouco conhecidos aqui no Brasil. Uma parte boa do público que irá ao cinema pode não gostar do filme por não conseguir se conectar com a história. O que acontece ao redor da fita é o que chama mais a atenção, a trilha sonora, por exemplo, é muito interessante e se encaixa bem nas sequencias. A beleza das imagens, no figurino e nos lugares usados como locações para o longa, são muito bem construídos para com a história.

É um trabalho belíssimo do diretor Wayne Wang. Vale a pena conferir nos cinemas, a partir do dia 20 de abril.

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