terça-feira, 23 de maio de 2017

Crítica do filme: 'El Mate'

Quase um teatro filmado, dois atores inspirados, um roteiro que foge do comum e explora as características psicológicas e a vivência dos personagens. El Mate, selecionado para o último Festival de Cinema de Gramado é um filme corajoso e criativo que explora as excentricidades dos personagens em uma sucessão de situações para lá de incomum.

Na trama, um matador de aluguel latino chamado Armando (Fabio Marcoff,) está sozinho em uma casa grande com um homem russo amarrado em uma cadeira. Certa hora, um jovem evangélico chamado Fabio (Bruno Kott) toca a campainha e acaba sendo envolvido nessa curiosa história repleta de situações extremas, assassinatos, filosofias sobre a vida, fé e loucura.

El Mate é basicamente uma clássica comédia de erros com personagens excêntricos. Lembra um pouco algumas ideias vistas em filmes dos irmãos Coen. O roteiro foge do óbvio, se baseia em situações inusitadas que os poucos personagens em cena acabam passando. Com um tom de comédia bem dosado, os arcos são preenchidos com criatividade. Lembranças do passado dos personagens preenchem lacunas de personalidades deixando um ar nostálgico que consequentemente engrossa o caldo dessa história.


O filme ainda não possui data de estreia no Brasil. A interação entre os dois protagonistas em cena é uma das forças dessa curiosa produção que também possui força no roteiro. É um filme que precisa ser aceito, suas ideias fogem do comum.

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