Baseado em um conto homônimo, escrito por  E.L. Doctorow, publicado na revista New Yorker, Wakefield é um drama bastante peculiar que aborda a trajetória de um homem que literalmente cansa da mesmice de sua rotina. O filme basicamente é um monólogo do protagonista, interpretado por Bryan Cranston, com várias perguntas ao vento enquanto percorremos lembranças perdidas do personagem. Essa fábula da depressão pós moderna, possui um roteiro interessante mas com pouca força para segurar a atenção total do público ao longo dos 106 minutos de projeção.

Na trama, conhecemos um advogado de classe média alta chamado Howard Wakefield (Bryan Cranston), casado há 14 anos com a bela Diana (Jennifer Garner) e pai de duas gêmeas adolescentes. Um dia, após uma catastrófica volta pra casa em meio ao seu bairro completamente sem luz, ele praticamente sofre um colapso emocional/nervoso e resolve passar a noite em um lugar onde ninguém o procuraria: o porão de sua casa. Quando ele acorda, decide continuar o plano e assim passa semanas vivendo na escassez de comida e refletindo sobre sua vida, conforme vai vendo como sua família reage pela sua ausência.

Depois de nove anos desde seu último filme, o ótimo O Clube de Leitura de Jane Austen, a cineasta norte americana Robin Swicord volta para seu segundo longa metragem como diretora. Mesmo com uma certa falta de ritmo, fruto da maneira como a narrativa acontece, Wakefield mexe com o público de maneira gradativa e quase constante. O personagem principal parece cutucar as feridas emocionais que cada um de nós possui, com indagações profundas sobre a sociedade e as diversas maneiras de enxergar as pessoas.

Muito controlador, ciumento e em péssimo momento no relacionamento com sua esposa mais jovem o fazem refletir como a conhecera, talvez a parte mais interessante desse filme que deve estrear no Brasil em breve. Mas a luta contra sua depressão é alta, esse colapso nervoso é provocado em pessoas que não tem para onde fugir e não conseguem tomar decisões sobre os caminhos de sua vida. O passado chega como uma certa cura para suas angústias, conhecemos bastante do sarcasmo no personagem e o seu modo de ver as pessoas que o cercam. Bryan Cranston se doa ao máximo ao complexo personagem transparecendo sua verdade mesmo que de forma muitas vezes insana e com pouca coerência.


Crítica do filme: 'Wakefield'

Baseado em um conto homônimo, escrito por  E.L. Doctorow, publicado na revista New Yorker, Wakefield é um drama bastante peculiar que aborda a trajetória de um homem que literalmente cansa da mesmice de sua rotina. O filme basicamente é um monólogo do protagonista, interpretado por Bryan Cranston, com várias perguntas ao vento enquanto percorremos lembranças perdidas do personagem. Essa fábula da depressão pós moderna, possui um roteiro interessante mas com pouca força para segurar a atenção total do público ao longo dos 106 minutos de projeção.

Na trama, conhecemos um advogado de classe média alta chamado Howard Wakefield (Bryan Cranston), casado há 14 anos com a bela Diana (Jennifer Garner) e pai de duas gêmeas adolescentes. Um dia, após uma catastrófica volta pra casa em meio ao seu bairro completamente sem luz, ele praticamente sofre um colapso emocional/nervoso e resolve passar a noite em um lugar onde ninguém o procuraria: o porão de sua casa. Quando ele acorda, decide continuar o plano e assim passa semanas vivendo na escassez de comida e refletindo sobre sua vida, conforme vai vendo como sua família reage pela sua ausência.

Depois de nove anos desde seu último filme, o ótimo O Clube de Leitura de Jane Austen, a cineasta norte americana Robin Swicord volta para seu segundo longa metragem como diretora. Mesmo com uma certa falta de ritmo, fruto da maneira como a narrativa acontece, Wakefield mexe com o público de maneira gradativa e quase constante. O personagem principal parece cutucar as feridas emocionais que cada um de nós possui, com indagações profundas sobre a sociedade e as diversas maneiras de enxergar as pessoas.

Muito controlador, ciumento e em péssimo momento no relacionamento com sua esposa mais jovem o fazem refletir como a conhecera, talvez a parte mais interessante desse filme que deve estrear no Brasil em breve. Mas a luta contra sua depressão é alta, esse colapso nervoso é provocado em pessoas que não tem para onde fugir e não conseguem tomar decisões sobre os caminhos de sua vida. O passado chega como uma certa cura para suas angústias, conhecemos bastante do sarcasmo no personagem e o seu modo de ver as pessoas que o cercam. Bryan Cranston se doa ao máximo ao complexo personagem transparecendo sua verdade mesmo que de forma muitas vezes insana e com pouca coerência.


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