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Crítica do filme: 'The Square - A Arte da Discórdia'

Quando nem tudo sai como planejado. Depois do ótimo Força Maior, o cineasta e roteirista sueco Ruben Östlund volta as telonas com um filme que busca colocar em evidência, para debates e argumentos, o papel de cada um de nós na sociedade em que vivemos. Ao longo dos 142 minutos de projeção, vemos a narrativa da trama por meio de peça de curta duração, uma espécie de séries de esquetes, método que se desmancha em bons e sonolentos momentos.

O atual detentor da Palma de Ouro, prêmio máximo do impactante Festival de Cannes, conta a história de Christian (Claes Bang), um complicado curador de um famoso museu da capital sueca que está preparando uma exposição bastante peculiar onde um quadrado é o centro de reflexão dos visitantes sobre a sociedade em que vivem. Paralelo ao início desse experimento, o curador se envolve em uma sequência de descontroles a partir do roubo de seu celular.

The Square, no original, segue na linha de ser um filme com espírito reflexivo, onde precisamos buscar na atualidade de nosso conhecimento as entrelinhas das críticas sociais envolvidas por uma série de situações constrangedoras. A grande questão são as associações que o filme se prende em seu desfecho, deixando muitas sequências sem fundamento. É como se uma pizza fosse cortada a La francesa, e os sabores se misturando em ‘squares’ chegando a alguma sensação de compreensão.


O contorno da trama, chega por personagens complexos, como Anne (interpretada pela excelente Elisabeth Moss). Pessoas e situações, que são novidade na vida de Christian, parece que se ligam e ao mesmo tempo desconectam o personagem de sua confortável vida, deixando suas emoções em ebulição, causando um eminente descontrole. O quadrado do título, resumidamente, é a maneira como Christian se encontra, mostrando que qualquer um de nós, quando paramos para refletir podemos mudar a maneira como enxergamos tudo e todos.

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