Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'O que esperar quando você está esperando?'


O que esperar de um filme ruim quando você está esperando um filme horrível? 

Com o intuito de divertir a plateia mundo à fora “O que esperar quando você está esperando?” poderia ser um bom filme, poderia. É uma fita chata (não há outra palavra).Muitas histórias sem graça, personagens apáticos, exagerados, estereotipados, etc. A falta de diálogos mais profundos é um dos graves problemas encontrados nessa fita dirigida pelo cineasta inglês Kirk Jones.

Na trama, conhecemos cinco casais que estão prestes a entrar na galeria de pais do ano. Cada casal reage de uma maneira diferente à expectativa da primeira gravidez e algumas vezes vemos essas histórias serem interligadas. Tem o casal jovem que inesperadamente recebe a notícia da gravidez, um casal de famosos que buscam a melhor maneira de se entender quando o assunto é gravidez, uma mulher que se dedica a ensinar mamães mas na verdade reage bem escandalosamente à gravidez, entre outras histórias.

O filme, às vezes, tenta fugir da eventual mesmice do gênero mas chega na metade da fita meio que cansado desse objetivo, liberando os mais famosos clichês do cinema americano. Talvez a microtrama mais interessante seja a do jovem casal, que fica bastante unido e focados na gravidez não planejada, enfrentando uma grande barra quando perdem a criança. Infelizmente é muito pouco para uma fita podia contribuir muito mais para o divertimento do espectador.

A única coisa constante na fita é o desfile de astros que não deixam de aparecer um segundo sequer. Cameron Diaz, Jennifer Lopez, Elizabeth Banks, Anna Kendrick, Dennis Quaid, Matthew Morrison, Chris Rock e o brasileiro Rodrigo Santoro são alguns dos nomes famosos que aparecem no longa. O que adianta ter gente famosa se não tem história?

O longa, baseado no bestseller da escritora Heidi Murkoff, passa muito longe de ser um filme interessante sobre o tema maternidade. Na dúvida? Escolha o livro, deve ser melhor que o filme. Hollywood precisa parar de tentar empurrar tramas cafonas aos cinéfilos de plantão. 

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...

Crítica do filme: 'Matar Jesus'

Os questionamentos ao poder, a inconsequente justiça com as próprias mãos. Exibido no Festival de Toronto no ano de 2017, Matar Jesus , escrito e dirigido pela cineasta Laura Mora Ortega é um recorte impactante de um choque entre dois mundos, duas realidades dentro de uma mesma cidade. Uma tragédia inesperada. Uma família em dúvidas sobre o futuro em uma cidade tomada pela criminalidade. Uma jovem em busca de respostas e justiça. Um filme que gera uma dezena de reflexões. Potente fita colombiana. Na trama, conhecemos a jovem e alegre Lita ( Natasha Jaramillo ), estudante de fotografia, universitária, que tem uma grande admiração pelo pai, um professor universitário. Certo dia, após voltar para casa de carona com seu pai Lita presencia o terrível assassinato do mesmo por dois bandidos em uma moto. O tempo passa e Lita parece estar perdida com a absurda falta de sensibilidade da polícia local e sem nenhuma notícia sobre a justiça no caso. Dois meses após a tragédia, em uma boate, acab...