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Crítica do filme: 'John Carter - Entre Dois Mundos '

O diretor Andrew Stanton, do maravilhoso “Wall-E” e do simpático “Procurando Nemo”, volta às telonas para contar a história de um veterano da Guerra Civil que foi transportado para um outro planeta, assim é o novo longa da Disney, “John Carter - Entre Dois Mundos”.  Na pele do protagonista o jovem ator canadense,Taylor Kitsch, do seriado de sucesso “Friday Night Lights”.  Infelizmente a trama tem mais baixos que altos, é uma mistura de “Star Wars” (me desculpe George Lucas), “Indiana Jones” e “A Lenda do Tesouro Perdido” (só faltava aparecer o Nicolas Cage em Marte).

Na trama, o protagonista (que dá nome ao filme) vai parar em um outro planeta chamado Barsoom (para nós, Marte). Nesse novo planeta, monstrengos gigantes (a la “Avatar”, Jar Jar Binks estava por ali também, vocês não viram?) falando um idioma mais complicado que Esperanto. Após muitos conflitos, pulos gravitacionais e apanhar pra chuchu o guerreiro terráqueo começa a perceber que a sobrevivência desse novo lugar (e do seu povo) está em suas mãos. John Carter é uma espécie de Indiana Jones, longe do talento de Harrison Ford e Steven Spielberg.

Algumas cenas incomodam por não passar significado nenhum. Não dá para entender qualquer sentido em alguns casos. Na sequência em que o personagem principal tenta se estabilizar com a gravidade do novo planeta em que se encontra, a trilha de fundo lembrando alguns clássicos dos anos 50 não se encontra em nada do que vemos, ficou bem esquisito.

O espectador se sente lendo um livro de história daqueles bem complicados de se entender. Um dos piores filmes da Disney dos últimos anos. A qualidade do 3D não supera outras produções desse começo de ano.

O cinéfilo começa a desconfiar dos filmes que tem o Ciarán Hinds no elenco. O veterano artista irlandês já mostrou seu talento em longas como “O Espião que Sabia Demais” e “A Mulher de Preto”, porém, aparece consecutivamente em "Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vigança" e "John Carter - Entre Dois Mundos", se perdendo completamente do papel nesses dois últimos. Bryan Cranston (o químico eletrizante de “Breaking Bad”) também dá o ar da sua graça como Powell, pena que o ator ainda não consegue pegar papéis interessantes nas telonas.

Com uma história fraca e personagens longe de serem carismáticos, a história não embala, deixando o cinéfilo em um chá de cadeira de mais de duas horas. É ver pra crer!

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