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Crítica do filme: 'Ah, a Amizade…'


As indecifráveis linhas tênues entre a amizade e o amor são o combustível de Ah, a Amizade… , filme que chegou ao catálogo da Netflix neste início de 2026. Dirigido por Johnny Barbuzano, essa comédia romântica despretensiosa não apresenta nenhuma novidade quando pensamos em linguagem cinematográfica. Esse longa-metragem Sul-africano se resume a uma fórmula de bolo batida, seguindo padrões já consolidados, que acaba caindo na sonolência conforme os 95 minutos de projeção atravessam a tela.

Thando (Katlego Lebogang) e Charles (Siya Sepotokele) são dois amigos de longa data precisam lidar, em um primeiro momento, com a distância, já que um deles vai morar durante alguns anos em Nova Iorque. Quando Charles retorna, apresenta sua futura noiva e logo surge uma viagem para um destino paradisíaco para oficializar essa relação. Esse fato desperta em Thando mais incertezas sobre o que sente por ele.

Como saber quem é a pessoa certa para entregar seu coração? Trazendo o humor – um dos poucos elementos que funcionam, fruto do carisma dos personagens - ao caótico dos conflitos emocionais, o filme levanta essa e outras questões. Assim, entendemos os dramas que os personagens vivem, mergulhados em uma solidão silenciosa, sem saber como expressar, o que, realmente sentem. Isso é algo mundano, pelo qual qualquer ser humano pode passar alguma vez na vida - aspecto que deveria aproximar esse entretenimento das reflexões amorosas da vida real.

Pena que o roteiro não apresenta nada novo ao molho do gênero cinematográfico. Não provoca e insiste em uma narrativa que não se arrisca, evitando qualquer decisão dramática imprevisível, permanecendo presa totalmente aos clichês. Ao optar por uma linha totalmente convencional na forma de contar essa história, as boas reflexões que poderiam surgir em Ah, a Amizade… acabam limitadas aos simbolismos de uma visão fantasiosa do amor romântico, guiada pela fantasia das almas gêmeas.

 

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