quarta-feira, 6 de junho de 2012

Crítica do filme: 'Prometheus'


Qual o nosso propósito? Qual a nossa origem? Pensando nessa e em outras respostas, chega aos cinemas no próximo dia 15 de junho, o novo trabalho de Ridley Scott, “Prometheus”. Inserido até o último suspiro no gênero sci-fi, o longa futurístico conta a saga de cientistas em busca de respostas para a humanidade. Recheado de figuras esquisitas marombadas, gosmas melequentas e robôs que usam chinelo de dedo, a fita tem seu grande ponto positivo no roteiro inteligente e bem bolado que deixa qualquer cinéfilo feliz, claro.

Na trama, somos apresentados a uma equipe de exploradores que descobrem uma pista para a seguinte questão: a origem da humanidade na Terra! Isso acaba os levando a uma aventura interplanetária nos lugares mais complexos que habitam o universo. Chegando em seu destino, os tripulantes da "Prometheus" terão que enfrentar uma batalha cruel e dolorosa para tentar salvar o futuro da raça humana.

Já em seu início, “Prometheus” prometia (não riam, eu sei que foi sem graça). Tomando uma batida de maracujá incandescente um ser de outro planeta colocava o espectador para pensar logo na primeira sequencia. Será que aquela cena explicaria alguma coisa mais pra frente? O filme consegue exercer esse poder, o da ‘informação vital’ para o entendimento. Se você se afastar da história em algum momento, pensamentos esquisitos irão navegar em sua mente, como por exemplo, um em que o robô David é o Zordon dos Powers Rangers, entre outras maluquices. Agora, falando um pouco mais sério, alguns pontos interessantes são levantados pela história. O ser ‘mãe’, a curiosidade humana (em relação à evolução) contra a aceitação religiosa, a interação entre seres artificiais e os humanos entre muitas outras questões. No caso desse filme, uma exceção à regra, não escreverei a fundo em relação a esses detalhes, pois, certamente spoilers virão e estragarão a sua surpresa.

Para ajudar a contar essa história, o competente diretor chamou uma equipe de peso. Encabeçando a lista, no papel principal, Noomi Rapace, que após esse bom trabalho consolida de vez seus pés em Hollywood. Charlize Theron (cada vez mais parecida com a atriz Abbie Cornish), adotando um jeito “robótico vilanesca” cumpre com méritos sua função para com a história. Logan Marshall-Green, o sósia do Tom Hardy, deixa o público um pouco perdido com as variações de seu personagem mas não compromete nos principais momentos da trama. Mas, novamente esse ano, o show é do alemão! Michael Fassbender interpreta um ser bem peculiar e executa perfeitamente as características “humanas” que há nele. Seu robô David, que quem vos escreve apelidou o mesmo carinhosamente de “robô havaianas”, interage de forma misteriosa com os humanos às vezes reproduzindo frases de outros filmes ao longo da fita. Quem disse que só os humanos tem memória cinéfila? Resumindo, David é um personagem fundamental para o sucesso da história.  

O desfecho do longa é emblemático, então, não corram dos cinemas antes do filme realmente terminar, senão, você perderá a principal cena e que praticamente consolida uma grande ponte e raciocínios complexos desse e de outra sequencia bastante conhecida pelo público.

Na telona, a jornada começa em 2089. Para você começa dia 15 de junho. Não deixem de anotar na agenda, vale muito a pena.

9 comentários:

  1. rafaEL, suas críticas ficam melhores nesse blog;)

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  2. A produção é muito realista, todas as cenas estão fantásticas, mas a ideia fica por aqui.

    Sequências previsíveis, personagens sem acção procedente, não existe um propósito coerente na degenerada essência dos engenheiros (bem ridículos) criadores da humanidade.

    A dedução inconsequente “eles são os nossos criadores” é de tal modo absurdo, que nem merece um comentário racional, seria mais sensato inverter o argumento.

    Se o objectivo é devolver dignidade ao aliens, vou ali e já venho…

    O filme é uma desgraça.

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  3. Revi recentemente a quatrilogia de "Alien" como forma de aquecimento para este filme, estou muito curioso!

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  4. `Pra quem é fã de Alien é muito ruim sem contar que matou a parte Alien Vs Predador pois se Prometheus aconteceu depois toda aquela historia de que os predadores cultivavam Aliens para caçarem na Antartida ficou sem sentindo. A não ser que venham dizer que foram os serem humanos que criaram a raça de alienígenas. Mas não gostei pois pelo que vi os aliens são um acaso evolutivo das minhocas que haviam no chão da ante sala da nave e foram cruzados por acaso por um robo que fez uma mulher engravidar de um cara que estava contaminado! Ou seja os seres humanos são os pais dos Aliens. Tenete Ripley se virou no seu tumulo do futuro agora

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  5. Ah... Acho que devo ser o único que não gostou deste filme..

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  6. Humanos piores que Aliens...
    Realmente o filme tem muitas características boas, mas ele escorrega muito em falhas de um enredo que brinca demais com a nossa inteligência. Começa com "super cientistas" encontrando um SISTEMA PLANETÁRIO baseado em desenhos toscos e imprecisos pintados em cavernas e embarcando em uma nave desarmada para um suposto encontro alienígena do outro lado da galaxia. Em seguida vemos esta "super equipe" retirando o capacete em uma nave alienígena sem saber se há algum tipo de micro organismo no ar. Vemos dois exploradores, que ficaram para trás por causa da tempestade, brincando com uma criatura alien depois de terem percebido que algo matou toda a tripulação da nave e após terem dito que queriam se afastar do local onde foi detectado sinal de vida. Vemos que quando um desses dois voltam para a nave, totalmente alterado e desfigurado, é recebido de braços abertos pela tripulação. Vemos tudo isso de uma equipe formada para desvendar um dos maiores mistérios da humanidade, e que levava consigo o dono da mais poderosa companhia da terra e a sua filha.

    Psicologicamente falando, vemos uma tripulação claramente gananciosa que, como num passe de mágica, de quase mercenários se tornam os mais bondosos e altruístas seres humanos do universo, decidindo sacrificar suas vidas chocando sua pequena nave contra outra desproporcionalmente maior (uma mosca contra um gavião), derrubando-a em cima da sua chefe. Detalhe: fizeram isso porque receberam informação baseada na suposição de uma cientista que mal conheciam, quebrando completamente a cadeia de comando.

    Certo, sabemos que os seres humanos são falhos, mas no filme até o até o androide age como imbecil, colocando a vida do seu dono diante de um gigantesco humanoide alienígena adormecido e despertando-o sem nenhum tipo de contenção Culpa dos programadores da Google que não inseriram a primeira lei da robótica no cérebro do androide..

    São falhas que irritam qualquer genuíno fã de SciFi que raciocina, mas quem sabe é isso que Ridley quer nos mostrar? Que essa tripulação é o reflexo do nosso futuro se continuarmos a ficar sem ler bons livros, se continuarmos navegando na internet 90% do nosso tempo jogando conversa fora e investigando a vida alheia no Facebook, se continuarmos sendo consumistas desesperados, alienados políticos, covardes, hipócritas, lúbricos e sem temor de Deus.

    Os Engenheiros estavam certos, algo muito errado aconteceu com o projeto. Deve ser por causa destas idiotices que eles queriam exterminar a raça humana com se fosse uma perigosa infestação. Agora esta infestação quer chegar até o planeta deles, e pelo jeito vão conseguir. Uma praga destas solta no espaço é mais danosa do que um bilhão de aliens!

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    1. disse tudo meu caro. De fato, o filme só é legal nas tecnologias, tipo aquele aparelho de cirurgia.

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