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Crítica do filme: 'As Palavras'


Olhares perdidos, sonhos e desejos. Dirigido pela dupla Brian Klugman, Lee Sternthal, As Palavras chega aos nossos cinemas nessa semana com o objetivo de emocionar o público. Com uma abordagem que foge do tradicional conquista o espectador já nas primeiras cenas recheando o restante da trama com muitas surpresas e atuações de tirar o fôlego. O belíssimo trabalho fala sobre amor, literatura e o poder que as palavras possuem. Um filme que muitos cinéfilos vão adorar, com toda a razão.

Na trama, conhecemos Rory Jansen, um escritor que lutava para sua voz ser ouvida através de alguns livros que escrevera. Ama sua mulher, sua cidade e não aceita suas limitações. Um dia encontra algumas folhas rabiscadas dentro de uma maleta antiga e abandonada. Não consegue parar de pensar naquela história que iria mudar para sempre sua vida. Digitando cada palavra daquelas folhas perdidas, tenta mudar para sempre sua trajetória. Assim, o mundo da literatura toma conta da projeção e histórias se cruzam. Homenagens, citações, somos lembrados sobre o que é o filme a cada instante. Uma trilha inquietante empolga, dando um ritmo interessante às sequências.
                                                                                                              
O poder das palavras é a grande lição dessa fita. Todos nós fazemos nossas escolhas e vivemos com elas. Afinal, quem pode se opor ao destino? Muitas histórias se integram na telona levando o público a diversas reações. Diálogos profundos repletos de sentimentos, os atores conseguem passar ao público a razão da existência e a luta de seus personagens em cada gesto, em cada palavra.Todos os artistas estão muito bem e dão suas contribuições organizadas à história, com muita propriedade. Destaque para o astro em ascensão Bradley Cooper e o genial Jeremy Irons, em uma atuação digna de Oscar.

Não é uma história de inovadora, já vimos filmes com muitas semelhanças. Assim, o mérito dessa película chega na maneira inteligente como é narrada, aliada aos cativantes e envolventes personagens. Nas batidas envelhecidas de uma máquina de escrever vai se desenrolando a origem, talvez a interseção, daquelas histórias. O roteiro é dinâmico e vai se revelando aos poucos para os sortudos que poderão assistir a esse belo trabalho a partir do dia 23 de novembro nas salas de cinema brasileiras. Não percam!


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