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Crítica do filme: 'Possessão'


O exorcismo de Emily, possuída pelo Smigol, que não é mais rose

Preparados para mais um longa metragem de exorcismo? Seguindo a onda de muitos outros filmes lançados todo o ano nos cinemas mundo à fora, “Possessão” chega às nossas salas para tentar ocupar um lugar no gosto dos cinéfilos que adoram filmes de terror. A história, que é baseada em fatos reais (a legenda avisa logo no início da projeção), é narrada seguindo o feijão com arroz básico: dar sustos, um melodrama familiar e um desfecho que tenta surpreender. Mesmo seguindo muito bem a receita, o longa fica no mediano, com boas atuações mas que apresenta alguns pontos não muito favoráveis em seu roteiro inconstante.

Na trama conhecemos a família de Clyde (Jeffrey Dean Morgan), um treinador de basquete universitário, pai de duas meninas e que acabara de se divorciar. Procurando se estabelecer em sua nova vida, compra uma casa um pouco distante do grande centro para poder passar alguns finais de semana com suas filhas. Certo dia, após pararem para comprar objetos em um brechó na calçada uma de suas filhas (a mais nova) compra uma caixa sinistra que fará um grande mal aquela família. Correndo contra o tempo, Clyde busca achar uma saída para a maldição que trouxe para dentro de casa.

O roteiro é um ponto questionável nesse longa dirigido pelo dinamarquês Ole Bornedal. O clima se perde entre cenas desnecessárias e diálogos que não somam à história. Cortes secos de câmera deixam de proporcionar a ligação da temática com o público, é mais ou menos estar tomando um delicioso sorvete de flocos e de repente arrancarem o sorvete das suas mãos.

O ponto alto da trama não é a direção, não é o clima de tensão e sim as atuações dos atores. Kyra Sedgwick e Jeffrey Dean Morgan conseguem passar ao espectador toda a tensão e medo que vivem seus personagens. A primeira é uma grande atriz que infelizmente é pouco conhecida pelo público brasileiro, já o segundo ficou famoso na pele do pai dos irmãos Sam e Dean Winchester no seriado “Supernatural”, fato que talvez o tenha ajudado nesse papel.  Se a fita consegue a nota mínima para ‘passar de ano’ agradeçam muito a esses dois. As duas meninas do longa, Natasha Calis e Madison Davenport, também cumprem bem o seu papel deixando o púbico intrigado com suas personagens.

É um filme feito para quem curte produções de terror e suspense. A maioria do público sairá da sessão com a sensação de que não é bom nem ruim e sim mais uma produção na longa lista de filmes do gênero que são lançados em Hollywood. De qualquer maneira, veja e tire suas próprias conclusões. 

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