sábado, 1 de dezembro de 2012

Crítica do filme: 'Your Sister’s Sister'


A historinha da camisinha furada que ia bem até os 30 do segundo tempo

O que fazer quando você se apaixona pela sua melhor amiga mas acabou de se relacionar com a irmã da mesma (interrogação) Dirigido pela cineasta Lynn Shelton (Humpday), Your Sister’s Sister é uma história que conta com diálogos bem agradáveis que satisfazem o público até o meio da projeção, depois infelizmente amarga na melancolia, levando todos nós a um desfecho que não satisfaz.

Na trama, conhecemos Iris (Emily Blunt – O Diabo Veste Prada) que convida seu amigo Jack para ficar em uma casa de praia de sua família, que fica em uma ilha bem distante do grande centro, depois da morte de seu irmão com quem já teve um relacionamento no passado. Chegando lá, Jack é surpreendido pois a casa não está vazia, assim encontra a irmã de sua melhor amiga que jamais conhecera pessoalmente. Após umas doses fortes de tequila à luz de uma lâmpada de mesa antiga consequências se seguirão em dias um tanto quanto reveladores para os três personagens.

É o tipo de filme que tem que se sustentar nas atuações. Até consegue muito bem até o meio da fita, excelentes diálogos, muitos momentos hilários, certos elementos que indicavam ser este um dos grandes trabalhos independentes do ano. Porém, após as revelações que modificam o rumo da trama os personagens não conseguem se sustentar. Tudo cai na produção, o que chama a atenção, principalmente para os diálogos que se tornam sonolentos e dramáticos (além do ponto) e as atuações que já não são tão naturais. É como se clones fossem implantados para substituir aquele excelente trio da primeira parte da história.

Bateu na porta de ser um filme bom. Mas não deixa de se interessante, veja e tire suas próprias conclusões.  

4 Postagens cinéfilas:

Arianne Lima disse...

Odiei o final do filme.

Mariana Wallace disse...

Pra mim o filme se sustenta bem até a cena final.
Acho que merecia um final mais "fechando" o ciclo que foi aberto no início.
Sem querer deixar spoiler aqui, aquela cena seria melhor se ao menos pudessemos ver o que eles veem... um angulo de cima de suas cabeças talvez resolvesse o problema.
Nao precisaria um dialogo, nada, apenas a imagem que determina o fim ou nao da história contada.
Mas no geral, gosto desse filme.

Fernanda Ramalho disse...

tinha tudo pra ser ótimo. Mas que final foi aquele, onde cada um dos personagens fez um gesto diferente com o rosto.
E aí?? O que aconteceu?? Qual foi o resultado??
Me poupe, filme tem que ter um final, vou esperar pela segunda edição.

FlaM disse...

Gostei... o final do filme é o acerto afetivo racional, a consolidação das relações - o que é confirmado na cena final. O resultado do exame não importa. Positivo ou negativo, as coisas já estão claras para todos (os papéis, os afetos, sentimentos). O que importa é o texto e os atos da cena anterior...

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