domingo, 2 de dezembro de 2012

Crítica do filme: 'Quatro Amigas e um Casamento'


Quando 'Agamenon' e 'Cilada' encontram seu primo distante

Despedidas de solteiro, bebidas, drogas e muita confusão. Fórmula de sucesso? Quase nunca! Escrito e dirigido pela estreante em longas-metragens Lesley Headland, Quatro Amigas e um Casamento é um daqueles filmes que você se arrepende por ter gasto seu ingresso. A trama é tão rasa que fica difícil saber por onde começar a sessão de descarrego.

A história, fraca por si só, fala sobre três amigas inseparáveis que descobrem certo dia que uma outra amiga, da qual ridicularizavam na época de colégio vai se casar com um rapaz. A partir daí, inúmeras confusões acontecem e descontroles sem fim transbordam na projeção. A Futilidade rola solta do primeiro ao último minuto da fita se tornando uma verdadeira maratona de terror, parece que nunca vai terminar. Impossível de acreditar que a roteirista (que também dirige o filme) achou que certas piadas fariam o público rir. Fala de assuntos sérios de maneira debochada (como se fosse normal em qualquer sociedade que se preze), de forma amadora.

O quarteto de atrizes está, que nem aquele jogador de futebol que marca dois gols contra numa mesma noite, terrível! Todos as piadas dão erradas, impressiona a incapacidade de fazer o outro rir. Além do mais, é tanta coisa negativa que fica muito difícil saber qual a pior atriz em cena. Uma pena pela Kirsten Dunst que parecia ter se encontrado na carreira após o trabalho sólido e deveras bem feito no longa-metragem de Lars Von Trier, Melancolia. Com certeza, desceu alguns degraus na cotação cinéfila, sem dúvidas!

O espectador que já vira muitos filmes recentemente notará que os clichês são demasiados e que a proximidade com outras historinhas famosas se tornam bem claras assim que a fita começa. No mínimo, é uma tentativa de ser o novo Missão Madrinha de Casamento (filme igualmente terrível, estrelado por Kirsten Wiig) que fracassa.

Sendo uma espécie de primo próximo de Agamenon e Cilada.com, não há mais o que falar.  Nota zero! 

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