Crítica do filme: 'Austenland' (Festival do RJ 2013)

Estimado em pouco menos de 5 milhões de Dólares a comédia Austenland é o primeiro trabalho no cinema da norte-americana Jerusha Hess. O longa-metragem é um falso filme de época, estrelado pela eterna Felicity – Keri Russell (Os Escolhidos). Entre danças coreografadas, momentos de tricô e muita confusão entre realidade e confusão para quem nunca ouviu falar de Jane Austen – autora de inúmeros clássicos da literatura britânica – o filme pode ser difícil de digerir.

Nessa tentativa de filme engraçadinho, conhecemos Jane Hayes (Keri Russell) uma jovem de classe média que mora nos Estados Unidos e tem uma grande obsessão por um dos livros da escritora Jane Austen, Orgulho e Preconceito. Após discutir sobre os rumos de sua vida com uma grande amiga, junta uma grande quantia de dinheiro e resolve embarcar em uma viaja para um parque temático da Jane Austen em busca de seu perfeito cavalheiro.

Austenland apresenta muitas referências à primeira adaptação do clássico livro de Jane Austen Orgulho e Preconceito (1995) que contou no elenco com o ator britânico, ganhador do Oscar, Colin Firth (Um Golpe Perfeito).  No animado jogo de cenas de época, o mundo do fanatismo toma conta da história levando o público a uma viagem confusa entre encenações e realidade, aos olhos da personagem principal.

A atriz coadjuvante Jennifer Coolidge (American Pie: O Reencontro) consegue desenvolver muito bem seu personagem e se torna o grande destaque do filme. Já a protagonista, não tem força nem carisma para sustentar as cenas de emoção que a história pedia. Mais um fraco trabalho da californiana Keri Russell que insiste em interpretar todos os seus personagens iguais.

As locações belíssimas são muito bem aproveitadas pela lente de Hess, porém, se torna um pequeno destaque em torno da grande chatice que se torna o filme como um todo. O espectador olha para o relógio o tempo todo torcendo para que aquela história mal desenvolvida termine o mais breve possível. O filme não lotará salas de cinema mas – no máximo - pode fazer com que o público conheça melhor o mundo da mulher que marcou seu nome na literatura mundial.


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