domingo, 18 de outubro de 2015

Crítica do filme: 'Perdido em Marte'



A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais. Um dos mais aguardados blockbusters do ano, finalmente chegou semanas atrás aos nossos cinemas, Perdido em Marte, filme que marca o retorno do aclamado criador de Alien, o Oitavo Passageiro para trás das câmeras. Baseado na obra de Andy Weir, o longa-metragem estimado em mais de 100 Milhões de Dólares, é uma aventura com toques de suspense e drama que promete agradar demais os cinéfilos de plantão. Mexendo com várias variáveis emocionais, praticamente um raio-x do protagonista é instaurado, o filme cresce exatamente nos raciocínios das argumentação para as tomadas de decisões de sobrevivência. Uma pequena obra-prima cinematográfica dessa lenda do cinema chamada Ridley Scott.

Na trama, conhecemos a tripulação da Ares, uma equipe de astronautas que faz uma expedição no distante planeta Marte ao comando da toda poderosa NASA. Após serem surpreendidos por uma tempestade violenta, um dos astronautas, Mark Watney (Matt Damon), é dado como morto. Para surpresa de todos, e com a tripulação restante já fora de Marte, o astronauta em questão acaba sobrevivendo e agora vai precisar de toda sua inteligência como botânico de formação para tentar sobreviver durante muitos dias até um improvável mas possível resgate. A inteligência e a concentração para não entrar em pânico dão a Mark um respiro de esperança mesmo estando em uma situação extremamente complicada. Já, as questões políticas, principalmente nas decisões sobre as possibilidades de resgate dão um tom de aflição e medo à trama. Há uma grande tensão no ar, tanto em Marte, quanto na Terra. Nessa hora cresce em cena os ótimos Jeff Daniels e Chiwetel Ejiofor.

O roteiro beira ao espetacular, a direção é brilhante. Muitos detalhes são vistos e revistos para uma total explicação consciente sobre os mistérios do universo. Às vezes, para os leigos, falando grego nos cálculos e lógicas aerodinâmicas que volta e meia se metem entre os diálogos durante toda a projeção, por incrível que pareça acabamos o filme com uma dezena de curiosidades respondidas sobre o espaço. Com erros e acertos que provavelmente cientistas apontarão a partir do momento em que assistirem a essa fita, uma coisa não podemos negar: é um grande filme que emociona e nos prende desde o primeiro minuto.

Uma história envolvente que mexe com nosso imaginário sobre a existência e faz nossos corações respirarem cada vez mais esperança na luta pela nossa sobrevivência. Os efeitos especiais são mágicos, nos transportam para dentro da situação com uma realidade nas ações dignas dos grandes trabalhos do britânico Ridley Scott. Nos sentimos em Marte durante boa parte do filme. A interação que consegue Matt Damon nas cenas que precisa atuar sozinho (quase em todas) é fantástica (fundamental para o filme), prende nossa atenção e instiga um desejo de curiosidade sobre o destino de seu personagem. 

Não perca tempo! Corra e veja esse filmaço!

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