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Crítica do filme: 'No Mundo da Lua'



Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado. E chega diretamente da Espanha uma das animações mais simpáticas do ano, No Mundo da Lua. Explorando o tema família misturando com iniciativas tecnológicas ligadas ao incrível mundo da astronomia, o longa-metragem, que teve um lançamento modesto no circuito brasileiro, último dia 21 de abril, é uma fábula divertida que em sua essência destrincha todos os caminhos do ato de sonhar aos olhos e ações de um grupo de amigos super inteligentes. 

Na trama, conhecemos um garoto de 12 anos chamado Mike Goldwing, um jovem aventureiro que vem de uma família de astronautas. Seu grande sonho sempre foi tentar a reconciliação entre seu pai e seu avô que não se falam já durante um bom tempo. Quando Richard Carson, um ambicioso milionário resolve plantar a ideia de que a ida à lua foi uma invenção do governo norte-americano, a Nasa resolve organizar uma nova viagem à lua, e assim, o pai de Mike é escolhido como comandante da missão. Mas após um acidente, o pai de Mike fica impossibilitado de ir na missão e por conta de uma ação do destino, Mike, sua amiga Amy e seu avô acabam embarcando em uma viagem inesquecível rumo à lua. 

Um dos pontos positivos do filme é a boa elaboração e execução do roteiro nos objetivos dos personagens dentro da história. São linhas de criatividade muito inteligentes e muito bem explicadas. Falar de uma energia futurística chamada Helio-3 e a ganância que vem em cima dessa informação (igualmente como ocorreu com Petróleo e outras riquezas naturais ao longo dos séculos), além de ir fundo nas explicações dos problemas familiares, a briga na relação pai e filho, são desenvolvimentos muito interessantes dentro da trama. Explorar esse lado da tecnologia aos olhos da criançada é sempre muito divertido e todas as linhas cômicas funcionam muito bem ao longo dos 94 minutos do filme. 

É claro que falta um pouco do desenvolvimento da amizade entre os amigos a serem mostradas, as ações ocorrem quase que instantaneamente o que pode gerar um pouco de confusão, o personagem Marty, um dos amigos de Mike, fica um pouco isolado em algumas ações. Mas como um todo, Atrapa la Bandera, no original, é uma aventura que usa técnicas de animação bem feitas e cumpre o que se propõe que é divertir o público com uma trama bem elaborada e que em alguns momentos emociona também.

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