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Crítica do filme: 'Vampiro 40 Graus'

Quando existe risco na coincidência, o bicho pega. Vampiro 40 Graus corta o Rio de Janeiro para contar uma saga brutal sobre vampiros e suas inquietações vivendo em um planeta consumido pelo poder e fúria. Dirigido por Marcelo Santiago, o longa-metragem é baseado em uma série chamado Vampiro Carioca exibida pelo Canal Brasil por três temporadas, e também inspirada no livro As Aventuras do Vampiro Carioca da psicanalista e escritora Lucia Chataignier.

O filme brinca e fala sério sobre as angústias de nossa existência, não deixando de ser uma grande homenagem a filmes do gênero, fantásticos, que usam e abusam da originalidade, além da evidente força das sequências que chamam a atenção desde o início. O uso do ser Vampiro é fundamental para que a trama possa se criar e se recriar trazendo todos seus questionamentos embutidos no universo eternizado por John Carpenter e outros.

Canino chip, Máscaras enigmáticas, uso de uma estética original com forte presença de traços de quadrinhos ao melhor estilo Sin City,  substâncias que estimulam o organismo, personagens misteriosamente brutais, um ar sexy que vão do prazer ao poder em segundos. O longa-metragem, que terá estreia nacional no dia 02 de junho, possui sua própria identidade, escondida nas curiosas linhas de um roteiro aterrorizante mas que servem de paralelos com o universo real, de nossa própria existência.


Vampiro 40 Graus é um filme corajoso que segue fiel em sua narrativa visceral. Há uma sensualidade usada como quebra de paradigmas, é o poder do livre-arbítrio que o cinema ano pós ano consegue, não só lá fora mas aqui no Brasil também.

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