Crítica do filme: 'El Bar'

Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer. Dirigido pelo cineasta espanhol Álex de la Iglesia, El Bar, ainda sem tradução para o Brasil, busca a atenção do espectador cultivando medos através de misteriosos personagens que por uma ação do destino se encontram confinados em um bar no cento de Madri. A direção de Iglesia é fundamental para o êxito do projeto, mesmo que o roteiro se torne um pouco arrastado no meio de seu caminho. O elenco conta com os ótimos artistas espanhóis Mario Casas (Contratempo, filme sensação disponível na plataforma Netflix) e Blanca Suárez.

Na trama, conhecemos um simpático bar no meio do centro de Madri em uma manhã. Indo e vindo vários clientes, já que o bar é bem popular pelos trabalhadores da região, algo inusitado acontece. Quando um desses clientes sai pela porta, leva um tiro. Todos que estão dentro do estabelecimento se assustam e começam a entender que aquela situação é mais complicada do que imaginam.

El Bar é uma mistura bem peculiar de gêneros que contorna o drama com o nonsense , possui atos bastante distintos transformando os personagens em uma espécie de personagens de RPG quando travam sua individual luta pela sobrevivência provocados pelo absurdo dos fatos. Elementos de terror são inseridos a partir do segundo ato, deixando um quebra cabeça de opções expostas ao público que pode topar ou não a trama cheia reviravoltas e personagens intrigantes.


Nuances aterrorizantes que conversam com o psicológico dos personagem é um dos grandes achados de Iglesias que foge dos estereótipos contornando a trama com muita personalidade. A sua resolução rápida em alguns momentos atrapalham um pouco a digestão das características dos mesmos, levando a um final complexo com certas explicações lógicas sobre a origem do que aconteceu no bar naquela manhã. Para quem curte novas formas narrativas de contar uma curiosa história, El Bar deve agradar.


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