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Crítica do filme: 'Fala Sério, Mãe!'


Falar sobre as relações entre mães e filhos nunca é fácil, e sempre é, de cada forma diferente, uma maneira singela e emocionante de chegarmos a uma auto reflexão sobre nossas vidas. Um dos grandes méritos dessa surpreendente produção nacional, Fala Sério, Mãe!, baseado em um livro, homônimo, de sucesso da conhecida escritora Thalita Rebouças, é conseguir por meio de cenas simples e uma atuação muito competente de Ingrid Guimarães passar toda uma emoção refletindo o cotidiano de muitas famílias. Lançado nos cinemas meses atrás, a produção foi um grande sucesso, com todo o merecimento.

Na trama, conhecemos em um período de cerca de 18 anos a vida de Ângela (Ingrid Guimarães) que no início acaba de ser mãe de sua primeira filha, Malu (Larissa Manoela) e se encontra apavorada pelas emoções provocadas pela chegada da primeira filha. Depois, o longa-metragem mostra rapidamente o crescimento de Malu e todas as situações de alegria e tristeza que vão entrar na vida de mãe e filha.

O roteiro adaptado é bastante interessante, aparenta não perder a essência do livro, tem uma ótima narrativa na questão dá ótica, que troca no olhar de mãe e filha. Explorando situações do dia a dia, como a primeira viagem sozinha da filha, as aflições com o primeiro namorado, as distâncias que chegam com os sonhos se tornando realidade... mesmo com alguns clichês, o filme segue seu rumo de maneira delicada, respeitosa e transbordando emoção. Curto e objetivo, o espectador ganha uma aula sobre sentimentos.

Ingrid Guimarães é o porto seguro na figura da mãe, forte, valente e preocupada, também passa por momentos difíceis onde a emoção toma conta. Ingrid mostra que é muito mais que uma excelente comediante, é o grande destaque do filme, tudo passa pelas reações de sua personagem, que consegue tirar risos fáceis do espectador, além de lágrimas nos momentos complicados.

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