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Lanterna Verde - Cinema com @vassilizai

Mais um herói tenta sua chance com o público e crítica das telonas do mundo todo.  A bola da vez é o quadrinho criador por Martin Nodell e Bill Finger, Lanterna Verde.

Na trama, um piloto da força aérea é “escolhido” para ser o detentor de um anel que o transforma em um homem com super poderes: tudo que ele pensa é materializado e usado como saída para algumas situações. Tal anel pertence à tropa dos Lanternas Verdes, onde cada um deles é responsável por um setor/planeta. O “escolhido” da Terra é Hal Jordan. Podemos dizer que esse poder do personagem Lanterna Verde é um dos mais criativos do mundo dos quadrinhos.

Infelizmente o filme decepciona, principalmente se compararmos com outros filmes baseados em quadrinhos que migraram para o cinemas nesses últimos anos. Seu protagonista, Ryan Reynolds, vinha de uma boa atuação do elogiado “Enterrado Vivo” e era a grande esperança de fazer o filme ser adorado por todos os fãs. O esforço de Reynolds é visível, tentando transmitir com competência as fraquezas do personagem. Há algumas cenas cômicas, porém faltou um pouco de brilho para levantar a história do longa.

Os coadjuvantes não adicionam muito à trama. Tim Robbins (vencedor do Oscar pelo filme “Sobre Meninos e Lobos”) está igualzinho ao Bill Clinton, fato que logo no início me deixou um pouco confuso. Muitos clichês do longa vêm dos diálogos entre Reynolds e Blake Lively. Essa, apesar de exibir grande beleza em cada take, parece ainda carecer de mais firmeza nas atuações. Porém, sua pintinha à La Cindy Crawford irá alegrar os marmanjos de plantão.

Em alguns momentos, me senti assistindo a uma mistura entre “Top Gun” e “Senhor dos Anéis”. Bem esquisito, não? Outro detalhe: por que tanto gel no cabelo do personagem principal e da Angela Bassett? Será que os maquiadores desse filme gostam muito de Grease -nos tempos da brilhantina?

Resumindo, não gostei, mas acho que pode ter gente que irá gostar! Conselho: se for ver, assista em 3D!

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