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Conan - O Bárbaro (2011) - Cinema com Raphael Camacho

Um cavalheiro. Um homem bárbaro que sabe tratar as mulheres. Essas duas frases não correspondem ao famoso de Robert E. Howard, que ganha vida nas telonas, mais uma vez, com um novo ator no papel do guerreiro do título.

Na trama, o bárbaro famoso vai atrás de vingança após a morte de seu pai por um temido homem. O filme foi rodado na Bulgária e podemos dizer, após a exibição da fita de pouco mais de 90 minutos, que apresenta um visual bárbaro. Porém, o figurino é tenebroso; no caso mais grave desse aspecto - a vestimenta de Conan - parece que pegaram um tapete empoeirado e jogaram nas costas do protagonista.

A direção do longa é uma grande decepção (as posições de enquadramento em algumas cenas são bastante esquisitas) e o roteiro não ajuda a contar uma boa história, ficando longe de interagir com o espectador de maneira positiva.

A produção em si parece uma busca do personagem-título para ver se consegue matar mais figurantes que Jack Bauer numa temporada inteira de 24 horas. A cena inicial, da caça ao ovo, parece vinheta de comercial de jogos da NFL (liga de futebol americano).

Mais algumas coisas bizarras acontecem nesse filme, como, por exemplo, um corte de nariz mal feito e esquisito, além de escravas que parecem ter plano odontológico.

Impressionante como a vilã Marique combina com a atriz Helena Bohan Carter (esposa de Tim Burton), que seria uma melhor escolha para esse papel. A maquiagem dessa personagem parece com a de Nina Myers, a famosa bailarina de Aronofsky em Cisne Negro.

Conan chega às nossas salas de cinema no dia 16 de setembro. Não criem muito expectativa: a experiência não é das mais agradáveis.

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