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Crítica do filme - 'Coriolanus' (2012)

Será que a bravura e a vingança podem andar lado a lado? A estreia do veterano ator Ralph Fiennes na direção de um longa-metragem, “Coriolanus”, é uma produção muito interessante que mostra as entrelinhas da guerra com bastante intensidade e sangue. Rodado em grande parte em Belgrado (Sérvia) é um filme que os amantes de longas de guerra ficarão com vontade de ver.

Caius Martius Coriolanus (Ralph Fiennes) é um grande herói de Roma. Após alguns acontecimentos passa a ser considerado um traidor pelo povo que tanto defendeu. Sob a influência duvidosa de sua mãe, Volumnia (Vanessa Redgrave), ele decide deixar Roma. Indignado, ele oferece sua vida ao líder rival Tullus Aufidius (Gerard Butler), com quem já havia lutado em outras batalhas antes. Assim, um herói banido que lutava pela cidade que amava junta-se ao antigo inimigo, jurando se vingar sobre a cidade, foco de discussão.

Glória, sede de vitória, coragem, garra, bravura. Alguns desses (e tantos outros) adjetivos chegarão em sua mente cinéfila quando der uma olhada nessa história. O protagonista é um homem que nasceu para ser um guerreiro e às vezes fica cego ao tentar raciocinar o que realmente é aquela guerra que está lutando.  A relação que tem com sua mãe é uma das grandes questões que o longa roteirizado por John Logan (baseado na peça de William Shakespeare) aborda. As falas requintadas (que percorrem o longa como um todo) e os diálogos interessantes que surgem, a partir dessas sequências, tem grandes méritos dos atores envolvidos, Ralph Fiennes e Vanessa Redgrave.

É sempre muito legal ver atores com grande bagagem no mundo cinematográfico inovando, buscando novas maneiras de executar um trabalho. A direção desse filme é muito correta e mostra que Fiennes, se assim ele quiser, veio para ficar (também) por trás das câmeras.

Mesmo que não curta produções de guerra, dê uma chance a esse filme.

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