terça-feira, 10 de abril de 2012

Crítica do filme - 'Coriolanus' (2012)

Será que a bravura e a vingança podem andar lado a lado? A estreia do veterano ator Ralph Fiennes na direção de um longa-metragem, “Coriolanus”, é uma produção muito interessante que mostra as entrelinhas da guerra com bastante intensidade e sangue. Rodado em grande parte em Belgrado (Sérvia) é um filme que os amantes de longas de guerra ficarão com vontade de ver.

Caius Martius Coriolanus (Ralph Fiennes) é um grande herói de Roma. Após alguns acontecimentos passa a ser considerado um traidor pelo povo que tanto defendeu. Sob a influência duvidosa de sua mãe, Volumnia (Vanessa Redgrave), ele decide deixar Roma. Indignado, ele oferece sua vida ao líder rival Tullus Aufidius (Gerard Butler), com quem já havia lutado em outras batalhas antes. Assim, um herói banido que lutava pela cidade que amava junta-se ao antigo inimigo, jurando se vingar sobre a cidade, foco de discussão.

Glória, sede de vitória, coragem, garra, bravura. Alguns desses (e tantos outros) adjetivos chegarão em sua mente cinéfila quando der uma olhada nessa história. O protagonista é um homem que nasceu para ser um guerreiro e às vezes fica cego ao tentar raciocinar o que realmente é aquela guerra que está lutando.  A relação que tem com sua mãe é uma das grandes questões que o longa roteirizado por John Logan (baseado na peça de William Shakespeare) aborda. As falas requintadas (que percorrem o longa como um todo) e os diálogos interessantes que surgem, a partir dessas sequências, tem grandes méritos dos atores envolvidos, Ralph Fiennes e Vanessa Redgrave.

É sempre muito legal ver atores com grande bagagem no mundo cinematográfico inovando, buscando novas maneiras de executar um trabalho. A direção desse filme é muito correta e mostra que Fiennes, se assim ele quiser, veio para ficar (também) por trás das câmeras.

Mesmo que não curta produções de guerra, dê uma chance a esse filme.

5 Postagens cinéfilas:

Paulo da Figaro disse...

Cara, você não assistiu o filme. E nem conhece a peça de Shakespeare. Você escreveu "após alguns acontecimentos passa a ser considerado um traidor pelo povo que tanto defendeu. Sob a influência duvidosa de sua mãe, Volumnia (Vanessa Redgrave), ele decide deixar Roma.". Nem uma coisa nem outra. Os "alguns acontecimentos" são a chave do filme, exatamente a luta entre o povo, a democracia e um potencial tirano. Mas também sobre os ideais e a força de um caráter que não quer se dobrar à falsidade para a conquista de um cargo honorífico . Há uma luta aí, fascinante. E Coriolano não decide deixar Roma "sob a influência duvidosa de sua mãe", ele sai exatamente por contrariá-la, por não ceder à coisa mais fácil que seria um discurso mentiroso perante a plebe. Ele se recusa a ser falso, a ser mentiroso, e por isso é banido. Não se trata de "uma produção de guerra", mas uma peça de Shakespeare maravilhosamente filmada.

Marcos Roberto de Sousa disse...

Concordo plenamente com o amigo Paulo da Figaro. Agora, nosso amigo Raphael Camacho poderia ser humilde e reconhecer.

Raphael Camacho disse...

Pessoal, eu entendi o filme dessa maneira. Não conheço a peça de William. Somente vi o filme e entendi dessa forma. Se descordam, respeito, por isso deixo os comentários e nem apago. Respeito a opinião de vocês. Mas eu vi o filme todo e o entendi dessa forma. Grande abraço.

Raphael Camacho disse...

Discordam*

aragonez disse...

A pergunta no incicío do texto mostra ao meu ver que o redator não leu o livro.Tragédia, essa é a tônica de Shakspeare, a hipocrisia do homem em busca do poder;inveja, ódio, rancor e orgulho.Tudo o que nos habita

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