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Crítica do filme: 'Os 3'


Até onde se sustenta uma amizade? O novo trabalho do diretor Nando Olival (que dirigiu o famoso curta “Eduardo e Monica – O Filme”, que foi usado em uma campanha publicitária de telefonia) fala sobre juventude, amizade, desejos, privacidade e Reality Shows. A proposta de“Os 3” é interessante mas poderia ir mais profundo em alguns assuntos, fica superficial em muitos momentos o que não chega a mexer tanto com o público que acompanha fielmente o desfecho simples que a trama tem.

Na trama, somos rapidamente apresentados a três jovens que chegam de diferentes partes do país para ir para a faculdade na cidade de São Paulo. Em seu primeiro dia na grande metrópole, vão a uma festa e após um inusitado encontro no banheiro, uma estranha atração os une. Pegando carona em um fusquinha de um deles, resolvem alugar um apartamento e começar a viver juntos num lugar próximo à faculdade. Após quatro anos de um relacionamento intenso, com um certo ar de desejo, cada um deles percebe que a separação é iminente. Porém, quando apresentam o trabalho de conclusão de um curso, recebem uma proposta inusitada de transformar suas vidas (e isso, diga-se, suas rotinas) em um reality show, mudando de vez aqueles amigos para sempre.

Um trio de amigos, muito unidos que são conhecidos pelos colegas de faculdade com “Os 3”. Nesse triângulo, vemos claramente que os dois jovens amam a única menina dessa forma geométrica criada, o que gera sentimentos complicados que ficam cada dia que passa mais difíceis de segurar. A amizade desses amigos é inocente e ao mesmo tempo dependente, isso é demonstrado quando uma das partes rompe essa corrente deixando abalada a estrutura (elo) criada.

O filme tem uma proposta interessante que é de brincar com aquelas personalidades dos protagonistas, induzindo-os à um reality show e toda a confusão que dá quando o verdadeiro tenta aparecer em meio às ações de fantoches criadas. Os sentimentos reprimidos (ou escondidos) ganham força e coragem mexendo com todos os envolvidos.

Não é um dos melhores filmes que já fizemos, como mencionado, faltou profundidade (e duração, tem menos de 80 minutos) à fita mas vale a pena conferir!

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