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Crítica do filme: 'Conspiração Americana'


Em tempos de guerra, a lei fica em silêncio. Situado em 1865 e dirigido por Robert Redford, “Conspiração Americana”, é um longa que fala sobre justiça, o direito e a constituição americana em seus primórdios. Após a morte de Abraham um “caça às bruxas” vem como conseqüência, chegando a alguns nomes como culpados por tal ato. No elenco, muitos rostos conhecidos do mundo das séries e do cinema que ao longo de quase duas horas de fita ajudam a contar essa interessante história.

Na trama, o presidente Abraham Lincoln sofre um ataque mortal de rebeldes, sete homens e uma mulher são presos e acusados por essa conspiração para matar o Presidente, Vice-Presidente e Secretário de Estado. Mary Surratt é proprietária de uma casa, onde os rebeldes se reuniram e planejaram os ataques aos políticos. Frederick Aiken, um bravo herói de guerra, concorda (a princípio relutante) em defender Surratt perante o tribunal. Aos poucos, o jovem advogado percebe que sua cliente pode ser inocente e que está sendo usada como isca, a fim de capturar um dos conspiradores próximo a ela. Não é justiça que muitos buscam, é vingança. Longe dos tribunais, uma batalha política tenta resolver a situação de maneira rápida e inconstitucional. As leis dos homens são mostradas superiores à leis criadas, é um debate recheado de injustiças e conseqüências para muitos dos envolvidos. Kevin Kline e Tom Wilkinson desenvolvem ótimas sequências nesses entraves.

Em um país com medo, abandonar a constituição criada não é a resposta. Seguindo esse lema, um jovem e valente capitão, prestes a se ‘aposentar’ da vida nas guerras, recebe essa árdua missão de defender uma mulher da acusação de conspirar contra o assassinato do presidente em exercício. Culpada previamente pela opinião pública sua única esperança é esse capitão condecorado que acredita na constituição, onde todos têm o direito a uma defesa. A relação do jovem advogado com sua cliente é parecida com a de mãe e filho. Quando o Sr. Aiken passa a acreditar 100% na inocência (ou pelo menos na não culpa) de sua cliente, vemos uma luta contra tudo e todos para mostrar a verdadeira história no tribunal.

Muito bem ambientado e com uma ótima condução de Redford, “Conspiração Americana” é um filme obrigatório para os estudantes de direito e uma boa opção para você conferir quando estrear em nossas salas de cinema. Não perca esse duelo de tribunal.

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