sábado, 28 de abril de 2012

Crítica do filme: 'Anjos da Lei'


Policiais disfarçados, situações engraçadas e muitos exageros. Dirigido pela dupla Phil Lord, Chris Miller,Anjos da Lei”, é uma adaptação cinematográfica da série de televisão homônima que consagrou, o hoje astro, Johnny Depp. Estreado por Jonah Hill e Channing Tatum (que lança um longa atrás do outro), o filme tira algumas risadas, mescla, piadas bobinhas com sacadas inteligentes. Diverte mas falta consistência.

Nessa comédia, Schmidt (Hill) e Jenko (Tatum) se conhecem no colegial, ainda jovens, um muito popular e outro totalmente derrotado pelo bullying do dia-a-dia. O tempo passa e se reencontram em um lugar inusitado, se tornam parceiros durante a Academia de Polícia. Como dupla eles tentam se completar mas não são bons policiais, longe disso. Após mais um fracasso em uma tentativa de prisão, são mandados para a unidade secreta chamada ‘21 Jump Street’, coordenada pelo Capitão Dickson (Ice Cube) que pretende prender uma rede de traficantes de drogas que habitam em uma ‘high school’ americana. Assim, eles trocam suas armas e distintivos por mochilas e usam sua aparência jovem para ficarem à paisana, ou pelo menos tentam.

O roteiro é exagerado, ao mesmo tempo tenta ser seguido pelo pessoal em cena. Algumas partes incomodam com a falta de criatividade nos diálogos e uma condução de câmera peculiar nas cenas de ação. O anticlímax nas sequencias de perseguição acaba tirando o foco da situação criada, acontece mais de uma vez durante a fita, o que incomoda o espectador.

Quando os protagonistas precisam voltar à adolescência, os papéis se invertem. Quem era fracassado anteriormente tenta ser o “Popular” e quem era o popular tenta se entender com os nerds do grupo de química. Aos poucos novas amizades vão sendo criadas, afastando os dois amigos. Há um envolvimento profundo, com a situação, de uma das partes, o que atrapalha a dupla na investigação. Lutando contra traficantes caolhas motoqueiros, professoras taradas, os tiras encaram muitos adversários até chegarem em um pequeno mistério, que se instaura para sabermos, quem é o fornecedor.

Um grande ator conhecido aparece de surpresa, disfarçado, como já fizera brilhantemente em outro filme, “Donnie Brasco”. No começo da fita, Channing Tatum parece o ator que fez o vilão de “Um Tira no Jardim de Infância”, Richard Tyson, quem foge da história e põe a memória cinéfila para funcionar pena logo nisso.

Pode ser divertido para que curte longas do gênero. Tem uma deixa enorme para um segundo filme em seu desfecho. Longe de ser a melhor comédia do ano, gera certa expectativa, o que prejudica. É aquele avião que está com tudo pronto para voar mas falta alguma coisa para decolar.  

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