quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Crítica do filme: 'Two Night Stand'

Como controlar os impulsos da pós-adolescência? Dirigido pelo norte-americano, estreante em longas-metragens, Max Nichols e com um roteiro assinado por Mark Hammer, Two Night Stand é uma comédia adolescente com uma pegada independente. Os atores Miles Teller (do espetacular Whiplash) e Analeigh Tipton possuem uma bela harmonia em cena o que releva os inúmeros clichês e a falta de profundidade em alguns diálogos. Two Night Stand é o típico filme aguinha com açúcar.

Na trama, conhecemos Megan (Analeigh Tipton), uma ex-estudante de medicina que terminara com o noivo recentemente e não consegue se desgrudar da solidão. Certo dia, resolve se cadastrar em um dos inúmeros portais de relacionamentos que existem na internet. Assim, conhece Alec (Miles Teller) um jovem que adora uma piada e que irá passar 48 horas ao lado de Megan. No começo, eles não se entendem mas aos poucos vão começando a descobrir a história de cada um deles.

A falta de profundidade nos diálogos, incomodam até certo ponto. O que salva é a naturalidade e improviso da dupla de protagonistas ao longo de toda a fita. O que gera uma decepção é o roteiro, pois, dá várias deixas para entrarem em assuntos complexos e mais interessantes mas os personagens parecem mesmo querer levar o filme como se estivessem em uma consulta com o Doutor Jairo Bouer ou fazendo perguntas no Altas Horas para a sexóloga Laura Muller.

Two Night Stand pode ser considerado um filme ‘sessão da tarde’ e apenas em alguns raros momentos tenta ser diferente ou maduro. É um filme que vai ser difícil encontrar espaço nas concorridas grades de cinema de todo nosso país, o provável caminho são as prateleiras das locadoras que ainda existem.



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