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Crítica do filme: 'In the Deep'

Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer. Usando essa frase emblemática do querido cineasta Woody Allen, começamos o papo sobre um filme que foi direto para Dvd nos Estados Unidos e não tem a mínima chance de ganhar as telas do circuito brasileiro de cinema. Estamos falando do suspense In The Deep. Escrito e dirigido pelo cineasta britânico Johannes Roberts, o longa metragem é um show de cenas subaquáticas onde o medo não consegue ser bem enxergado nas fracas atuações do elenco. Pior que tinha potencial essa história.

Na trama, conhecemos duas irmãs Kate (Claire Holt) e Lisa (Mandy Moore) que estão curtindo as férias em algum lugar paradisíaco no México. Tentando buscar diversão em um lugar que pouco conhecem, orientada por novos amigos, resolvem se divertir indo visitar tubarões no fundo do mar dentro de uma espécie de jaula de proteção. Óbvio que a diversão não dá certo e após poucos minutos dentro da água, a jaula em que estão se perde do cabo de sustentação e elas vão parar no fundo do mar. Assim, com pouco oxigênio e temendo um ataque a qualquer momento dos tubarões famintos do fundo do oceano, as irmãs precisarão de muita força e coragem para escapar dessa tensa situação.

Sabe uma coisa que incomoda nesse filme? É a quase não presença de tubarões. Poxa, se você quer explorar o lado psicológico de estar dentro do fundo do mar, tudo bem, porém, você precisa estar cercado de razões e porquês e precisa aproveitar o que a própria história propõe. Tudo acaba sendo um pouco subjetivo nesse projeto, as personagens são mal definidas dentro da trama fora as atuações que deixam um pouco a desejar por mas até que Mandy Moore se esforce em alguns momentos. Tentando ir na linha do suspense psicológico, o filme se afunda por completo. A direção não segura o filme, tenta a todo tempo criar um clima de tensão através de imagens dentro d’água mas nem arrepios encontram o espectador.


Uma das coisas boas que podemos comentar é que o filme tem apenas 87 minutos. A ideia era boa, porém foi mega mal aproveitada. 

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