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Crítica do filme: 'O Ídolo'

A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso. Depois de brindar os cinéfilos com excelentes filmes como Omar (2013) e Paradise Now (2005), o cineasta israelense Hany Abu-Assad volta às telonas dessa vez para contar uma história baseada em fatos reais repleta de sofrimento e chances de alcançar o tão sonhado sucesso. O Ídolo é um filme repleto de críticas sociais, principalmente sobre a região onde se passa Gaza na Palestina.

Na trama, conhecemos o jovem Mohammed Assaf que curte os dias na cidade de Gaza, na Palestina, onde vive com sua família. Alegre e repleto de amigos que sempre se envolveram com músicas, passa por um grande abismo quando perde precocemente sua única irmã para uma doença terrível. Assim, ele cresce e seus sonhos ficam mais distantes e a realidade que vive o vai sugando. Até que um dia resolve voltar a buscar a música como inspiração e se candidata ao Arab Idol (o American Idol Árabe) no ano de 2013 buscando seu tão sonhado sucesso e reconhecimento.

Um dos grandes méritos de Hany Abu-Assad nesse filme, que também assina o roteiro, é consegue preencher muito bem, em seus longos arcos, todas as lacunas sobre a personalidade desse futuro grande cantor. Num primeiro momento vemos o dia a dia do protagonista em sua primeira fase, a descoberta da música e a importância que tem sua família e amigos em seu cotidiano. Já no médio arco, vemos uma outra fase, aquela do sonho que lutando contra muitos consegue a oportunidade de realizá-lo.  

As críticas sociais, chegam em forma de obstáculos para o protagonista. Quando resolve fugir de Gaza para poder participar da eliminatória do programa (sem saber se poderia voltar para casa), a questão da religião também ganha contornos, nesse caso só na superfície, no papel do amigo que cresceu e virou assíduo quase atrapalhando a trajetória de sucesso do cantor. A paisagem destruída pela guerra também ganham contornos interessantes pelas lentes de Hany Abu-Assad, como na parte do Parkour entre os escombros que com certeza despertou em Mohammed Assaf a variável que faltava para acreditar em seu sonho e não desistir.


Com uma entrada bem discreta no circuito exibidor brasileiro nessa última semana, por conta da quantidade dos filmes indicados ao Oscar que já se encontram em circuito, O Ídolo é um filme reflexivo que faz a gente nunca deixar de acreditar em nossos sonhos, não importando os obstáculos.

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