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Crítica do filme: 'Me Chame Pelo Seu Nome'

Se você fosse uma música seria as melhores notas. Baseado no livro homônimo, do autor André Aciman, Me Chame Pelo Seu Nome é um daqueles filmes emblemáticos que nos leva a década de 80, na belíssima riviera italiana e nos mostra em fragmentos poéticos todas as belezas da descoberta do amor na visão de um jovem inteligente e apaixonado. Dirigido pelo cineasta italiano Luca Guadagnino (Um Sonho de Amor) e com um elenco inspirado, podemos afirmar que poucas vezes nos últimos tempos assistimos uma obra tão delicada e profunda sobre o que com certeza é o amor. Vai estar, com toda certeza, indicado em muitas categorias do próximo Oscar.

Na trama, ambientada no início da década de 80 em algum lugar belíssimo do norte da Itália, conhecemos o jovem e inteligente Elio (Timothée Chalamet), que está passando férias na enorme casa que a família possui na Riviera italiana. Elio está na fase das descobertas, tem amigos mas prefere os livros, a música e uma calma solidão. Certo dia durante as férias, um estudante chamado Oliver (Armie Hammer), amigo de seu pai, o Sr. Perlmann (Michael Stuhlbarg), que é professor, chega para passar algumas semanas. Logo, Elio e Oliver começam a ver que possuem muitas coisas em comum, rapidamente se aproximam e sentimentos afloram de maneira intensa marcando para sempre as vidas dos dois.

A direção de Guadagnino beira a perfeição, rico em detalhes, explora as características dos personagens de maneira leve com ótimas pitadas cômicas aproximando o público do que acontece na telona a todo instante. Por ter altas carga de drama, o romance florece de maneira poética dando leveza as ações dos personagens. O roteiro inspirador, levanta a bandeira de todas as formas de amar.
É uma trajetória de começo, meio e fim de emoções viscerais onde somos testemunhas das belezas que é a sorte de amar. Essa construção do sentimento é feita de maneira intensa, sensual e com personagens carismáticos, inteligentes e com grande sede na arte do viver.

Impressiona a maturidade do modo de pensar, principalmente da família do protagonista que apoia seu filho em todas suas decisões. Em uma das cenas, talvez a mais impactante dentro do filme, somos brindados com um diálogo de Elio com seu pai de deixar um nó na garganta de tão profunda e emocionante. Michael Stuhlbarg larga na frente para a corrida ao Oscar de ator coadjuvante, baita atuação. Me Chame Pelo Seu Nome é um hino aos corações apaixonados e compreensão a todas as formas de amar.


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