Dirigido pelo cineasta havaiano Destin Daniel Cretton (do excelente Short Term 12), Castelo de Vidro fala sobre diversas fases da vida de uma jornalista que viveu muitas dificuldades no passado por conta do confuso relacionamento com sua família, principalmente seu pai. As vezes com cara de novela mexicana, puxando muito o lado melodramático, o projeto alterna bons e incompreensíveis momentos. Dá a impressão a todo instante ser um filme feito para ganhar prêmios e isso não necessariamente pode ser uma coisa que o transforma em algo inesquecível para o espectador.

Baseado em fatos reais, usando o livro de memórias de Jeanette Walls como base do roteiro, Castelo de Vidro conta a história de Jeannette (Brie Larson), uma jornalista de sucesso que viveu durante boa parte da infância e adolescência com sua família em vários lugares dos Estados Unidos, sempre repleta de limitações por conta da forma como seus pais, Rex (Woody Harrelson) e Rose (Naomi Watts) criaram seus filhos. Já adulta, a protagonista relembra situações que viveu com sua família e entra em conflito sobre o que realmente é felicidade.

O foco do filme é a estrutura pra lá de conturbada de uma família que vive como nômades durante boa parte da infância e adolescência da personagem principal. O pai, o conflito maior de Jeannette, é um grande sonhador que viveu seus conflitos com sua família antigamente e busca de sua forma inusitada entregar aos filhos lições e mandamentos sobre o que é viver defendendo suas ideias. Conforme a vida não consegue se desenvolver, Rex se entrega a bebida deixando a casa onde vivem um lugar complicado de se viver. Woody Harrelson, mais uma vez, desenvolve um personagem bastante complexo de maneira delicada e que domina as cenas que participa. Não seria nenhum absurdo ser lembrado em algumas premiações por esse trabalho.

As idas e vindas na linha temporal ajudam a criar todo um contexto para tentarmos entender esse quebra cabeça emocional que vive e viveu a forte protagonista. No presente, vive uma vida boa ao lado do noivo mas não consegue se desprender dos ensinamentos de vida que recebeu. Seu castelo de vidro é uma metáfora para todos os sonhos que nunca conseguira realizar mas o papel de construção de sua vida tendo um sonho a realizar criar fortalezas fundamentais para seu processo de amadurecimento, sendo uma figura importante para seus irmãos.

Brie Larson, atual detentora do Oscar de Melhor Atriz, desenvolve sua Jeanette de maneira firme, exalando seus sentimentos que alternam entre desespero e insegurança no passado. Ao lado do Rex de Harrelson consegue dar um certo sentido ao desenvolvimento de uma trama que não consegue mostrar muito potencial na superfície mas quando alcança uma profundidade, principalmente os conflitos da protagonista, mostra qualidades.


Crítica do filme: 'Castelo de Vidro'


Dirigido pelo cineasta havaiano Destin Daniel Cretton (do excelente Short Term 12), Castelo de Vidro fala sobre diversas fases da vida de uma jornalista que viveu muitas dificuldades no passado por conta do confuso relacionamento com sua família, principalmente seu pai. As vezes com cara de novela mexicana, puxando muito o lado melodramático, o projeto alterna bons e incompreensíveis momentos. Dá a impressão a todo instante ser um filme feito para ganhar prêmios e isso não necessariamente pode ser uma coisa que o transforma em algo inesquecível para o espectador.

Baseado em fatos reais, usando o livro de memórias de Jeanette Walls como base do roteiro, Castelo de Vidro conta a história de Jeannette (Brie Larson), uma jornalista de sucesso que viveu durante boa parte da infância e adolescência com sua família em vários lugares dos Estados Unidos, sempre repleta de limitações por conta da forma como seus pais, Rex (Woody Harrelson) e Rose (Naomi Watts) criaram seus filhos. Já adulta, a protagonista relembra situações que viveu com sua família e entra em conflito sobre o que realmente é felicidade.

O foco do filme é a estrutura pra lá de conturbada de uma família que vive como nômades durante boa parte da infância e adolescência da personagem principal. O pai, o conflito maior de Jeannette, é um grande sonhador que viveu seus conflitos com sua família antigamente e busca de sua forma inusitada entregar aos filhos lições e mandamentos sobre o que é viver defendendo suas ideias. Conforme a vida não consegue se desenvolver, Rex se entrega a bebida deixando a casa onde vivem um lugar complicado de se viver. Woody Harrelson, mais uma vez, desenvolve um personagem bastante complexo de maneira delicada e que domina as cenas que participa. Não seria nenhum absurdo ser lembrado em algumas premiações por esse trabalho.

As idas e vindas na linha temporal ajudam a criar todo um contexto para tentarmos entender esse quebra cabeça emocional que vive e viveu a forte protagonista. No presente, vive uma vida boa ao lado do noivo mas não consegue se desprender dos ensinamentos de vida que recebeu. Seu castelo de vidro é uma metáfora para todos os sonhos que nunca conseguira realizar mas o papel de construção de sua vida tendo um sonho a realizar criar fortalezas fundamentais para seu processo de amadurecimento, sendo uma figura importante para seus irmãos.

Brie Larson, atual detentora do Oscar de Melhor Atriz, desenvolve sua Jeanette de maneira firme, exalando seus sentimentos que alternam entre desespero e insegurança no passado. Ao lado do Rex de Harrelson consegue dar um certo sentido ao desenvolvimento de uma trama que não consegue mostrar muito potencial na superfície mas quando alcança uma profundidade, principalmente os conflitos da protagonista, mostra qualidades.


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