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Crítica do filme: 'Te Peguei!'


Lembram daquela brincadeira de ‘pique pega’ que muitos de nós brincávamos quando criança? Então, Te Peguei! explora o universo de uma brincadeira infantil ainda mantida por anos, em prol da amizade, por adultos, em sua maioria bem sucedidos. Dirigido por Jeff Tomsic, debutando na direção de longas-metragens para cinema, baseado em fatos reais, a comédia tem cara de besteirol mas tenta criar paralelos, que não conseguem adentrar a superfície, para falar sobre amizade. O elenco é de rostos bastante conhecidos, Ed Helms (Se Beber não Case), Jon Hamm (Mad Men), Isla Fisher (Truque de Mestre), Jeremy Renner (o Gavião Arqueiro da Saga os Vingadores), Leslie Bibb (Popular) e Lil Rel Howery (Corra!).

Com estreia marcada para dia 23 de agosto no circuito exibidor brasileiro, o filme conta uma história para lá de inusitada de um grupo de amigos já na fase adulta de suas vidas que durante o mês de maio pregam inusitadas situações para brincar de ‘pega a pega’. Apenas um deles nunca perdeu nessa brincadeira (nunca conseguiu ser ‘pego’), Jerry (Jeremy Renner), que vai se casar exatamente no mês da brincadeira, o que faz com que seus amigos bolem diversos planos mirabolantes para tentar enfim pegar o melhor jogador do grupo de amigos. A brincadeira chama a atenção de Rebecca (Annabelle Wallis), jornalista de um famoso jornal, que passa a acompanhar a saga dos amigos em busca da vitória.

A manutenção da amizade, ou pelo menos o espírito mais puro dela, é uma das âncoras do filme mas que explora isso de maneira escrachada, muitas vezes ambíguas, pois, nunca sabemos quando estão falando a verdade ou criando situações para conseguir vencer no jogo. Os planos criados pelos ‘jogadores’ são para lá de peculiares. Situações cômicas ou relatos constrangedores são comentados e/ou vistos. As filmagens também devem ter sido intensas já que, por exemplo, Jeremy Renner quebrou o cotovelo direito e o pulso esquerdo durante uma cena.

Puxado muito mais para a comédia do que para qualquer outro gênero, o filme começa a inclinar para o drama quando um plot twist aparece já no arco final, preenchendo algumas lacunas na gincana de hiperatividade que é vista ao longo dos 100 minutos de projeção. Entre exageros e levando em conta uma certa licença poética, mesmo em doses não equilibradas, Te Peguei! cumpre seu papel em fazer rir.


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