10/04/2020

Crítica do filme: 'Icare'


Os sonhadores sempre tentam dominar o mundo em que vivem. Escrito e dirigido pelo cineasta Nicolas Boucart, o média-metragem Icare, no original, indicado ao Magritte Awards de melhor filme não longa e um dos 10 curtas semifinalistas ao Oscar 2019 de Curta-Metragem de Ficção, brinca em forma de fábula sobre o conflito emocional entre a utopia e a distopia. Com poucas falas, usa de um simbolismo de imagens bastante simples e objetivo. Destaque também para a bela fotografia que acompanha essa história cheia de questões.

Acompanhamos nos curtos 27 minutos de projeção, um homem que acorda por viver de solidão, isolado em uma única casa numa ilha, em lugar não bem determinado. Ele é um inventor e através de analogias e pensamentos através de coisas que ouviu e/ou leu/aprendeu, acredita que apenas um jovem teria a capacidade de voar através de uma pequena engenhoca que inventara. Logo, ele consegue o candidato ideal para seu experimento.

As metáforas atravessam essa história que sendo atemporal por si só nos faz pensar na sociedade onde vivemos, nossos sonhos e as inconsequências dos atos que por si só não se validam pelo extremo viver. Entre sonhos e verdades através do modelo empírico do funcionar ou não sua invenção, o protagonista nos leva a pensar e a pensar...será que ele consegue voar?