10/04/2020

Crítica do filme: '7 Ãnos'


As verdades íntimas de pessoas que pensamos conhecer. Dirigido pelo cineasta espanhol Roger Gual, 7 Ãnos mais parece uma peça de teatro com situações que se desenvolvem através dos argumentos de cada uma das pessoas envolvidas em uma trama que definirá o futuro de uma empresa e de cada um deles. Instigante e com ótimas críticas sociais, o filme navega entre a linha tênue entre o certo e o errado e nos mostra um certo eufemismo em argumentos pretenciosos de vilões capitalistas.

Na trama, conhecemos Vero (Juana Acosta), Marcel (Alex Brendemühl), Luis (Paco León) e Carlos (Juan Pablo Raba), quatro sócios majoritários de uma empresa em crescimento milionário que são convocados em pleno sábado, dia que não trabalham, para uma reunião emergencial onde um deles precisará assumir a culpa de um problema contábil e ir para a prisão durante 7 anos para poder salvar a empresa e a todos os outros. Sem saberem direito como tomar alguma decisão, o quarteto que se diz muito amigo contrata um mediador profissional para acompanhar os rumos dessa curiosa decisão.

Durante as horas que se seguem de maneira bastante acalorada, descobrimos traições, amores escondidos, pensamentos nunca expostos, além, de todo e qualquer tipo de argumento para ‘tirar o seu da reta’. É um jogo de egoísmo e egocentrismo onde duplas de tornam trios e de repente ficam sozinhos, em discussões que vão desde os primórdios da empresa até a necessidade de cada um deles estarem no presente e nos rumos que deveriam tomar. Lealdades são colocadas à prova a todo instante rumando a um desfecho para lá de simbólico. Bom filme, disponível na Netflix.