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Crítica do filme: 'Destemida'


A rebeldia como forma de desconstrução. Disponível no catálogo da Netflix, o longa-metragem polonês Destemida, Jak zostac gwiazda no original, busca adaptar o famoso feijão com arroz das fórmulas de sucesso do cinema norte-americano aos tempos atuais, a era do selfie, das hastags e da corrida frenética por seguidores. Filme simples até demais o que deixa tudo às margens da superfície, sem se aprofundar em temas que poderiam gerar boas reflexões ao espectador. Dirigido pela cineasta Anna Wieczur-Bluszcz, o projeto não passa de uma sessão da tarde musical made in Polônia.


Na trama, conhecemos Marta (Katarzyna Sawczuk) uma jovem que mora em uma cidadezinha no interior da Polônia junto com sua mãe, a professora Malgosia (Anita Sokolowska) e sua avó (Maria Pakulnis). Certo dia, um famoso programa de televisão que escolhe novas vozes para o estrelato irá ter audições na cidade onde a protagonista mora. A questão é mais complexa pois o pai de Marta, Olo (Maciej Zakoscielny), com quem ela nunca teve relação, é um dos jurados. Assim, para tentar se aproximar dele, Marta resolve se inscrever no concurso.


As luzes criam um corredor que cruzam de novo os acontecimentos. Em 15 minutos de projeção já sabemos grande parte da história dessa comédia com pitadas de drama que não avançam muito. Água com açúcar e com clichês aos montes, o roteiro busca entregar alguma mensagem sobre relações pais e filhos mas é tudo muito corrido e sem muito sentido, principalmente, quando observamos nos arcos finais uma tentativa de jornada de redenção forçada do pai. Uma das definições mais certeiras para esse projeto é uma história rasa, resvaladoura que corre pelos moldes da superfície, deixando a profundidade pelo caminho.

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