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Crítica do filme: 'Pearl'


Impressionante como em 6 minutos dizem tanto sobre quanta coisa para muita gente. Escrito e dirigido pelo cineasta Patrick Osborne (que antes trabalhara na equipe de animação de Big Hero e O Avião de Papel), Pearl é comovente do primeiro ao último minutinho. Profundo em apresentar a relação de carinho e afeto entre pai e filha, o projeto consegue levar o espectador a uma road trip de amadurecimento e quando precisamos abrir mãos de nossos sonhos a favor de uma causa maior. Maravilhoso projeto indicado ao Annie Award de melhor curta animado e na mesma categoria no Oscar de anos atrás.

Na curta trama acompanhamos um pai músico independente e sua filha que atravessam cidades dentro de um carro antigo fazendo pockets shows pelas esquinas. A menina cresce, se torna adolescente e o pai vê a necessidade de ter um emprego fixo e mudar totalmente sua vida para dar mais chances para sua filha no futuro. A garota cresce e os sonhos esquecidos se tornam reais através de outros olhos.

As cores do filme preenchem para o espectador as emoções e os momentos, curioso perceber que quando estão dentro do carro as cores viram quase uma só reforçando o elo de amor e carinho dessa família de dois. Com poucos diálogos, conseguimos entender tudo pelo coração, principalmente as partes dos sonhos distantes e o recomeço pelo outro. O carro, valor mais importante desse elo, tem valor emocional, ele começa e terminar essa história que fica pra sempre em nosso coração cinéfilo.

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