Pular para o conteúdo principal

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #228 - Breno Oliveira


O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.

 

Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de Belo Horizonte. Breno Oliveira é diretor e roteirista, formado em artes visuais pelo núcleo Valores de minas, é também formado em dramaturgia pela mesmo núcleo. Como diretor está desenvolvendo seu primeiro filme de curta metragem Vale de ossos secos, como produtor fez Beijo Gelado de Matheus Melo e como roteirista tem dois roteiros a serem filmados e um em desenvolvimento.

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Na verdade são duas: O cine Belas Artes, pois é um cinema fora do shopping e é onde os 'filmes de arte' são colocados em cartaz. E o cine Humberto Mauro, onde todo mês tem programação de diferentes temas de forma gratuita.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

Quando vi Procurando Nemo e UP nos cinemas, mas ainda sim considero paixão de infância. Diria mesmo que foi com O Lobo Wall Street do Scorsese.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Martin Scorsese / Os bons companheiros.

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Rio 40 Graus. A força da direção de Nelson Pereira é palpável, isso em 1955.

 

5) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Os dois cinemas que citei em Belo Horizonte, pelas programações, de fato vem de pessoas que entendem de cinema sim!

 

6) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Com a chegada dos Streamings muita gente, principalmente as que entendem de cinema, acreditam nessa possibilidade, mas eu acredito que não, só lembrarmos que durante os mais de 100 anos de cinema veio a televisão, o vhs, o DVD, o BLU RAY e atualmente o Streaming. então acredito que seja impossível.

 

7) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

O próprio Rio 40 graus, como vários do cinema nacional como os filmes do Claudio Assis etc.

 

8) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Eu compreendo que estamos tendo uma flexibilização com a reabertura de comércios e escolas, mas não acredito que seja a hora para a reabertura das salas de cinema, ainda estamos no pic da doença, temos um número muito alto de mortes diárias, então acredito que ainda não seja a hora.

 

9) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Atualmente o cinema brasileiro tem passado por uma nova fase de se contar histórias, temos aberto o leque no que se diz fazer cinema de gênero no Brasil. Tem mais do que ser feito, mas estamos no caminho certo!

 

10) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Kleber Mendonça filho, Claudio Assis , Karin Ainouz , Ana muylart, Lais bodanzky, Sabrina Fidalgo.

 

11) Defina cinema com uma frase:

Amor.

 

12) Defina 'Cinderela Baiana' em poucas palavras...

Icônico.

 

13) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Se associarmos cinéfilo a pessoa que assiste muitos filmes, sim precisamos de diretores e profissionais com mais referências fílmicas.

 

14) Qual o pior filme que você viu na vida?

detestei: o chamado 3, nada a perder.

 

15) Qual seu documentário preferido?

Edificio Master e Canções de Eduardo Coutinho.

 

16) Você já bateu palmas para um filme ao final de uma sessão? 

Sim.

 

17) Qual o melhor filme com Nicolas Cage que você viu?

rsrsr. Puxar saco para Scorsese: Vivendo no Limite.

 

18) Qual site de cinema você mais lê pela internet? 

Tempos de cinema do João marco.

 

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...