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Crítica do filme: 'Kate'


A luta pela existência. Em seu segundo longa-metragem como diretor o cineasta francês Cedric Nicolas-Troyan apresenta ao público uma história cheia de adrenalina e com arcos em pélagos de uma protagonista que luta por sua vida sem deixar de cair nas inconsequências do pouco que sabe sobre as verdades que giram ao seu redor. O roteiro possui alguns pequenos problemas quando buscamos entender as origens da protagonista mas a ação embutida, a real proposta do filme, consegue bons momentos. Protagonizado pela atriz norte-americana Mary Elizabeth Winstead, o filme está disponível na Netflix.


Na trama, acompanhamos a saga de Kate (Mary Elizabeth Winstead) uma assassina orfã que acaba sendo envenenada e assim precisa concluir o serviço que deixou incompleto o que acaba a levando ao encontro de uma vítima de um antigo serviço seu. Lutando contra o tempo e usando todas as habilidades que conseguiu nos severos treinamentos com Varrick (Woody Harrelson), seu mentor, ela precisará fazer escolhas difíceis em busca de uma humanidade quase perdida em todas suas ações até aqui.


Quase todo filme de ação que acaba entrando na pretensão de também ser um drama profundo acaba gerando encruzilhadas, labirintos sem saída, onde o público, em meio a toda a carga de adrenalina que é proposto acaba ficando confuso sobre os porquês. Isso acontece, obviamente, se você quiser refletir sobre tudo que se passa ao longo dos 105 minutos de projeção de Kate, ambientado no oriente e que une fórmulas de outros filmes dentro de um respiro original nos atos moralmente questionáveis da anti-heróina muito bem interpretada por Winstead.

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