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Crítica do filme: 'Morte no Nilo'


Uma história contada de maneira belíssima sem perder a força da narrativa. Chegou aos cinemas brasileiro nesse primeiro semestre de 2022 o filme Morte no Nilo, uma adaptação cinematográfica do livro homônimo da escritora Agatha Christie que tem como protagonista, o seu mais ilustre personagem, o detetive belga Hercule Poirot. Sem perder a força que essa narrativa tem nas centenas de páginas do livro, o filme, dirigido e protagonizado pelo irlandês Kenneth Branagh nos transporta para todo o mistério e detalhes dessa história fantástica.

Na trama, voltamos a encontrar o detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) que dessa vez queria descansar, de férias mas acaba sendo envolvido em uma trama de ódio e vingança quando um assassinato acontece em pleno rio Nilo. Utilizando toda sua esperteza e poder impressionante de observação, aos poucos vai caindo um a um os mistérios dessa história bastante profunda que mostra até onde um ser humano pode ir quando suas emoções estão descontroladas.


Em relação ao mistério dessa trama, mais uma vez muitos personagens com motivos que navegam entre as linhas tênues da emoção e razão mostrando de maneira bem lógica as forças sobre as ações da natureza humana. Linear nos acontecimentos, saímos de um abandono de relacionamento para um casamento e depois uma viagem que expõe a premeditação, a necessidade de impor de maneira violenta.


Depois de lançar O Assassinato No Expresso Oriente, no ano de 2017, Kenneth Branagh volta com mais uma história de um dos personagens mais famosos da literatura policial mundial. Em Morte no Nilo, os méritos continuam com relação a impressionante habilidade em mostrar os detalhes e as características que levam Poirot a ser tão fascinante. Suas loucuras por simetrias, suas obsessões pelos fatos que poucos enxergam, pelo equilíbrio. Talvez o maior exemplo do termo TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) da literatura (na televisão tem outro ótimo exemplo, o também detetive, Monk). Belo trabalho de Branagh e companhia!

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