Baseado em livro de 48 páginas escrito por Carol Sakura e com ilustrações de Walkir Fernandes - que também é inspirado em um recorte familiar curioso da primeira – o divertido suspense infantil Anacleto, o Balão tem sua espinha dorsal no modo criativo de mostrar as percepções dos sentimentos aos olhos de uma criança. Esse foi um dos projetos selecionados para a mostra competitiva nacional da 7ª edição do Lanterna Mágica – Festival Internacional e Nacional de Animação.
Nesse curta-metragem do Paraná, acompanhamos a saga de um
jovenzinho que um dia se vê de frente com um balão vermelho. Esse artefato de
papel fino e com formatos variados passa a fazer parte da família, interagindo
no café da manhã e até acompanhando jogos de futebol com toda a família. Após
um tempo, algumas situações inusitadas começam a fazer parte das percepções do
jovem e os sustos se tornam algo constante.
Do medo até a imaginação, em 12 minutinhos conseguimos
absorver reflexões variadas sobre o universo ampliado a partir do livro. O
balão, elemento fundamental dessa animação, encontra no seu vermelho o sentido
de alerta e outros simbolismos ligados à sensações. As situações variadas
vividas pelo núcleo familiar – acopladas em uma narrativa dinâmica e bem
estruturada - ganham interpretações através do olhar infantil conseguindo uma
ótima fórmula entre o suspense e o humor.
Produzido pelo estúdio Dogzilla e com direção da dupla que
escreveu o livro, Carol Sakura e Walkir Fernandes, Anacleto, o Balão não se prende a ser um filme apenas para o
público infantil, é um filme para toda família. Chamou muito a atenção em um
set com ótimas obras no primeiro dia das mostras competitivas do Festival
Goiano dedicado à animações, o Lanterna Mágica.