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Minha crítica do filme: 'E Aí... Comeu?'

(reprodução)

"...nessa mesa de bar só faltava o Nicolas Cage!"

Com um roteiro de Marcelo Rubens Paiva e Lusa Silvestre, “E Aí... Comeu?” é a mais nova comédia nacional em nosso circuito de cinema. Comédia sim mas com um pezinho no drama o que chega até certo ponto a surpreender, porém, a mesmice toma conta da fita, deixando-a entediante, juntamente com o desespero dos minutos da projeção, que não acabam! Felipe Joffily (diretor do tenebroso “Muita Calma Nessa Hora”) mostra uma evolução atrás da câmeras mas ainda não disse ao que veio.

Na trama, somos guiados a um pequeno resumo sobre as vidas de cada um dos três amigos (personagens principais): um escritor rico, tarado, que pensa em suruba e sexo virtual quase que o tempo todo, adora mulheres casadas e possui diversas ‘namoradas’, uma dessas mulher da vida por quem desenvolve grande paixão, um outro acabou de se divorciar e vive no filme com um tom amargurado, tem uma vez que chega a sonhar acordado por conta de uma ninfeta ruim de roda que mora em seu prédio, e um último, jornalista revoltado com sua vida de casado e seu emprego entediante, vive à beira do divórcio. À noite, essas três almas se reúnem no bar onde jogam conversa fiada sobre, basicamente, um único assunto (99%, sexo).

O longa não se define no quesito gênero, o que poderia melhorar muito a fita. Às vezes é dramalhão, outras comédia, outras vezes nem uma coisa nem outra. Nos momentos dramáticos o filme tem boas cenas mas derrapa nos clichês parecendo ser vários filmes em um só. Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira e Emílio Orciollo Neto sustentam seus personagens em partes do filme, em outras parecem perdidos e acabam afundando junto com a história. Chega a ser desagradável em muitos momentos (mas longe de ter semelhanças com o terrível “Cilada.com”), incomodam a mesa ao lado, muitos dos que assistem e ficamos com medo de uma continuação algum dia.

Contrariando muito do que foi lido por esse jovem cinéfilo, o filme não é horroroso, é apenas ruim. Com um vai e vem em bate papos sexuais, conversas bem puxadas para o imaginário masculino, a fita cai em uma espécie de buraco de onde não consegue forças, principalmente pelos fracos diálogos quando o assunto não é sexo, para se livrar e atrair definitivamente a atenção do público.

Em seu desfecho, “E Aí...Comeu?” deixa uma questão no ar: nessa mesa de bar só faltava o Nicolas Cage!


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