Não é de hoje que Jack Sparrow nos diverte com os mesmos movimentos humorísticos, que o marcaram como um célebre personagem na galeria dos grandes da Disney. A expectativa desse novo filme do famoso pirata era saber como a trama iria se renovar sem as presenças da Keira (ela mesmo) e de outros atores que ‘deixaram’ a história. Posso dizer que vi com bons olhos a nova roupagem, mérito do competente Rob Marshall, que dirige o longa com muita inteligência, sem tentar inventar em nenhum momento (o que é de se louvar, já que o filme seria um prato cheio para os diretores criarem e abusarem com suas câmeras). Acredito que a decisão do Rob de manter o quê deu certo foi a mais correta - com relação a isso os cinéfilos podem ficar tranqüilos, pois ajuda no andamento das sequências. Apenas achei um tanto exagerado o número de cenas de ação ao longo da fita, o que atrapalha um pouco o encai xe primário da história. Johnny Depp, novamente, encarna o pirata engraçado e transforma os diálogos em muita diversão (apesar de que, nesse filme, eu achei alguns um pouco forçados por não terem se encaixado, como em outras vezes). Penélope Cruz que se junta ao elenco nessa aventura, tem uma atuação bastante discreta e não encanta como em seus longas em parceria com aquele famoso diretor espanhol, que nós cinéfilos amamos. O filme é longe de ser excepcional, porém, diverte e é um prato cheio pra um programa familiar!
Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado. A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...
